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sexta-feira, 19 de maio de 2017

INUNDAÇÕES DO RIO DOURO IV

8.1.6 – Inundações do rio Douro IV - Cheia de 1909, Miragaia, Vila Nova de Gaia, Cheia de 1909 - barcos encalhados na Afurada, Cantareira, Sobreiras


 Cais de Gaia e Miragaia - foto Alvão


Miragaia



Moradores de Miragaia afectados pela cheia de 1909



À esquerda a Alfândega


Foto Alvão


Cheia de 1909 já na parte final


Cais das Pedras depois da cheia - veja-se como ficou completamente arrasado - aqui passava o eléctrico


Zona do cais de Gaia


Rua de Cândido dos Reis em Gaia



Avenida Diogo Leite em Gaia - durante e depois da cheia de 1909


Senhor da Boa Passagem em Gaia, após a cheia 


Vapor Elida encalhado na Afurada


Capela da Afurada e a barca América destruídas pela cheia de 1909.


Vapor Gascon na Cantareira - ao longe o Sílvia encalhado no Cabedelo


Cantareira


Nesta zona do Ouro houve grandes estaleiros onde construíam os maiores barcos durante vários séculos. Foi aí que construíram os que seguiram para a conquista de Ceuta. Ver lançamento de 13/4/2017.


Barca Vencedora em Sobreiras

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

RIO DOURO - XXX

6.1.30 - Rio Douro, Cantareira, Sobreiras, Anjo Mensageiro ou S. Gabriel


Assinado Cesário Augusto Pinto – 1849 - Vê-se a Igreja da Foz, a Capela-Farol de S. Miguel-o-Anjo, a Capela de Nossa Senhora da Lapa, um char-a-bancs, um cavaleiro, as rampas do rio e pescadores.


“Char a bancs” que circulou da Porta Nobre à Foz até 1874


No século XIX e princípios do século XX havia muitos barcos que traziam passageiros do Porto até à Cantareira, sobretudo nos meses de Verão, banhistas cuja finalidade era frequentar as praias da Foz. Já nos referimos a este facto quando tratámos da Foz do Douro.


O mais frequentado foi o Duriense


Fins do séc. XIX


Secando e tratando das redes


1900


Lavadouros da Cantareira – 1900


1900


1900


Cais do Ouro – descarga de carvão e madeiras para a central eléctrica, que se vê ao fundo - 1904.


Rebocador Veloz entrando no rio – vê-se a Igreja da Foz e a Cantareira – este rebocador afundou durante as cheias de 1909 - foto de Aurélio Paz dos Reis.


Esperando ordem de entrada? - 1910


Fonte de Sobreiras



Ao nascer do Sol – 11/1/2014 – lindíssimas fotos de Manuel Varzim


Cantareira – foto de José Luis de Sousa


Foto de Armando Tavares


Cantareira – Amanhecer de 20/9/2013 – Foto de Isabel Sousa Pinto.


Cantareira


Foto de Ja Pinto – Dezembro de 2014


Cantareira ao anoitecer – foto Pinto Ferreira



Anjo Mensageiro ou Anjo Gabriel – Irene Vilar – foto de Carla Reis.



Por do Sol diante do Anjo S. Gabriel de Irene Vilar – foto de Linda Martini – 11/1/2014


In Portolovers (eu amo o Porto)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

DIVERTIMENTOS DOS PORTUENSES - XIV

3.5.8 - Foz do Douro e praias - II


Cais do Ouro – descarga de carvão e madeiras para a central eléctrica, que se vê ao fundo. Em cima à esquerda, a Capela de Santa Catarina.


Cais do Ouro


Banho em frente ao cais do Ouro – foto Aurélio Paz dos Reis


Largo António Calem – em cima a Capela de Santa Catarina.


A Ribeira da Granja desagua no Ouro


Monumento aos portuenses que construíram, aparelharam e a aprovisionaram uma armada para a conquista de Ceuta por ordem do Infante D. Henrique. Escultor Lagoa Henriques – 1960. Tem a seguinte inscrição:

FROTA DO INFANTE
CEUTA 1415
Á GREI 
Que lhe deu navios
Provisões e nela embarcou
Porto 1960


Em frente ao Largo António Calém encontra-se a Ilha do Frade.

 Mas por que razão, desde o séc. XIX esta ilhota tem o estranho nome de “Frade”?
Comecemos por informar que em meados do referido século, e até bem mais tarde, a ilha estava muito mais distanciada da margem, pois o jardim António Calem e a marginal foram conquistadas ao rio por grande aterro. 
Em O Tripeiro, de 1/5/1919, José de S. João Novo, conta-nos a história dessa designação. Passou-se no seu tempo de jovem e conheceu pessoalmente o “frade” em questão.
O Mosteiro de Santo António do Vale da Piedade, em Gaia, mais ou menos em frente da Alfândega, dava emprego na portaria a um jovem leigo que, por força do seu mister, era obrigado a usar, durante as horas de trabalho, o hábito franciscano. Mas, talvez por preguiça ou habituação, não o costumava mudar nas horas livres.
Acontece que, frequentemente, uma bela moçoila de Lordelo ia ao convento fazer recados e o porteiro dela se embeiçou. Cheio de coragem, certo dia, depois de lhe explicar que era leigo e não frade, decidiu falar-lhe no seu sentimento e propor-lhe que preparassem os papeis para o casamento, mas que entretanto poderiam viver maritalmente, pois a sua paixão não permitia grandes demoras. Ela não recusou tal proposta, mas na verdade já tinha namorado certo. 
Uma tarde, à saída do convento, alguém se aproximou do apaixonado dizendo vir de mando da pretendida e que na madrugada seguinte, bem cedo, ele estivesse perto do rio que um barco o viria buscar para um encontro romântico. Em grande ansiedade, divisou a aproximação de um barco, saído do espesso nevoeiro e, sem trocar palavra com o remador, embarcou e começaram a descer o rio. A certa altura o barco estacou em terra e, após o desembarque aquele afastou-se. Andando pouca distância é com espanto que encontra novamente água, sucedendo o mesmo por todos os lados. Só quando o Sol raiou e o nevoeiro se dissipou o infeliz descobriu que estava numa ilha, no meio do rio Douro. Compreendendo a armadilha que lhe tinham preparado, aos berros, pediu a um pescador que o levasse para terra. Obviamente o "mudo" tripulante era o namorado da “bela amada”.
Segundo o autor este porteiro passou para hortelão do convento onde trabalhou ainda muitos anos. 

Esta história deu brado na zona do Ouro e o povo passou a chamar a “Ilha do Frade”. 


Vapor Veloz, ainda movido por roda exterior – bela foto da Cantareira tirada do cabedelo.


A Cantareira em 1848 – Vêm-se o Farol de S. Miguel o Anjo, A Igreja de S. João da Foz (virada para Sul!), a Capela da Senhora da Lapa, um “char-a-bancs” puxado a cavalos, a praia com redes a secar, os rochedos existentes na altura e os barcos dos pescadores. Uma excelente gravura de C. A. Pinto.


“Char a bancs” que circulou da Porta Nobre à Foz em meados do séc. XIX


Cantareira – Vê-se um barco que parece ser de travessia do rio.


Cantareira – Lavadouros públicos – ainda lá estão.


Cantareira – Amanhecer de 20/9/2013 – Foto de Isabel Sousa Pinto.


Esta notável fotografia de Emílio Biel, fins Séc. XIX, mostra-nos o Castelo da Foz, o Passeio Alegre ainda muito no início, a Igreja de S. João da Foz, a Cantareira e os cavaletes onde os pescadores preparavam as redes de pesca. A foto foi tirada de muito alto, possivelmente de cima da torre da casa dos pilotos. A primeira casa á direita, de traça invulgar, pertenceu, antes de 1930, às famílias Magalhães Forbes e Tameirão Navarro.




Compondo as redes – foto de João Ramoa - 1954


Puxando o barco para a praia