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domingo, 18 de dezembro de 2016

COMBOIO XVII - LINHA DO DOURO V

6.26.4 – O Comboio XVII - Linha do Douro V - Estação do Pocinho, Barca d'Alva ao Pocinho, Linha do Sabor, Estação de Barca d'Alva


“A Estação Ferroviária do Pocinho é uma infra-estrutura da Linha do Douro, que serve a localidade do Pocinho, no concelho de Vila Nova de Foz Coa, no Norte de Portugal. Também serviu como entroncamento com a Linha do Sabor durante o seu funcionamento, entre 1911 e 1988. Desde 1988 é estação terminal da Linha do Douro, dado o encerramento do troço que se prolongava até Barca d’Alva e Espanha. O troço entre Tua e o Pocinho da Linha do Douro foi aberto à exploração em 10 de Janeiro de 1887; esta foi a estação terminal provisória da Linha até à entrada ao serviço do troço seguinte, até Côa, em 5 de Maio do mesmo ano.
Para a construção da Linha do Sabor, foi necessário expandir esta estação; assim, o ante-projecto de ampliação do Pocinho, datado de 3 de Outubro de 1903, foi apresentado ao Conselho Superior de Obras Públicas ainda nesse mês. As alterações no Pocinho foram feitas de forma a facilitar tanto quanto possível a transferência de mercadorias, especialmente minérios e alabastros, da linha estreita para a via larga. O primeiro troço da Linha do Sabor, entre o Pocinho e Carviçais, entrou ao serviço em 17 de Setembro de 1911. Após 1947, as locomotivas de via estreita E61 e E41 realizaram manobras nesta estação.
Em 1988, foram encerrados os serviços na Linha do Sabor, e no troço entre Pocinho e Barca d’Alva da Linha do Douro”. In Wikipédia



Ponte rodo-ferroviária do Pocinho

Linha do Sabor no Pocinho actual




Ponte sobre o Sabor


Linha do Sabor




1951


Linha do Sabor - Locomotiva a vapor CP E204 na sua aproximação a Moncorvo na Linha do Sabor...em Junho de 1978... Fotografia de James Waite.

Linha do Sabor


Linha do Sabor e Mogadouro

Linha do Sabor – um pouco de História

Linha do Sabor no Pocinho actual




Estação de Barca d’Alva

“Em 1864, uma comissão técnica luso-espanhola aprovou 5 ligações internacionais entre Espanha e Portugal, incluindo uma por Barca de Alva. Em 2 de Dezembro de 1887, foram concluídas as obras no troço do Pocinho a Barca de Alva, tendo este troço sido aberto à exploração no dia 9 de Dezembro, junto com a ligação internacional até Salamanca.
Nos finais de 1901, o director da Divisão de Minho e Douro dos Caminhos de Ferro do Estado previa a introdução de carruagens de primeira classe nos serviços entre esta estação e o Porto.
Em 1904, a administração dos Caminhos de Ferro do Estado organizou um comboio rápido do Porto a Medina, passando por Barca de Alva, onde deixava parte do material circulante; no entanto, este comboio normalmente circulava quase vazio a partir da Régua, devido à falta de ligações rodoviárias às estações a partir daquele ponto. Este serviço, que circulava 3 vezes por semana em cada sentido, foi suspenso em 1914, devido ao rebentar da Primeira Guerra Mundial, tendo sido retomado em 1919, mas pouco tempo depois foi definitivamente cancelado, devido à falta de combustível e pelo deflagrar da Guerra Civil Espanhola.
Em 1937, foram criados os comboios 751 e 752, do Porto a Salamanca, que também circulavam 3 vezes por semana em cada sentido, ligando o Porto a Barca de Alva em pouco mais de 4 horas; no entanto, estes serviços foram interrompidos devido ao início da Segunda Guerra Mundial.
Na Década de 1960, foram retomados os serviços directos do Porto a Salamanca, utilizando automotoras.
A Linha do Douro e a sua ligação internacional nunca chegaram a alcançar o nível de procura que se esperava, tanto a nível nacional como internacional, tendo falhado igualmente no objectivo de atrair as mercadorias no planalto de Salamanca para o Porto de Leixões. Por outro lado, a linha fronteiriça apresentava um elevado número de pontes metálicas, cuja substituição seria muito dispendiosa. Estes factores, em conjunto, faziam prever o encerramento do troço internacional já desde meados do Século XX. Ao mesmo tempo, já nessa altura se defendia a manutenção do tramo em território nacional, devido às potencialidades da Linha do Douro como destino turístico, em conjunto com a promoção do Vinho do Porto.
Em 1988, foi encerrado o troço entre o Pocinho e Barca d’Alva”. In Wikipédia


Ponte de Barca d’Alva


Inauguração da Ponte de Barca d’Alva – 18/6/1955

Em 1901, ainda não existia uma ponte rodoviária sobre o Rio Douro nas proximidades da Estação, e a Estrada Real n.º 53 (posteriormente designada de Estrada Nacional 221), que ligava a estação a várias localidades na margem Sul do Douro, ainda possuía alguns troços em construção. Em 1905, a ponte sobre o Rio Douro já tinha sido construída, tendo sido aprovadas obras de reparação na estrada entre esta ponte e a localidade de Freixo de Espada à Cinta.

De Barca d’Alva ao Pocinho a pé – ler e apreciar este belo documento

A estação fantasma – João Pedro Trigo

Estação de Barca d’Alva - vídeo


Comboio histórico do Douro (PPT)






Linhas dos Caminhos de Ferro - 1895


Selo comemorativo do centenário do caminho-de-ferro Norte do Douro - 1977

História do caminho-de-ferro do Douro

150 anos de caminho de ferro em Portugal – vale a pena ver! Interessantíssimo

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

COMBOIO XVI - LINHA DO DOURO IV

6.26.4 – O Comboio XVI - Linha do Douro IV - Linha do Tua, Ponte de Ferradosa, Ponte ferroviária Coa



“A Linha do Tua é uma ligação ferroviária de via estreita que ligava Foz Tua, na Linha do Douro, até à cidade de Bragança, na região portuguesa de Trás-os-Montes. A linha tem 134 quilómetros de extensão e acompanha o percurso sinuoso do vale do rio Tua desde a sua foz no rio Douro até Mirandela. A partir daí, atravessa o planalto transmontano a uma altitude cada vez maior, passando pela estação a maior altitude do país até à descida em Bragança. A maioria da linha encontra-se encerrada e está em funcionamento apenas um troço com 16 quilómetros ao serviço do Metropolitano de Mirandela.


A linha foi construída em duas fases. O troço entre a foz do Tua e Mirandela foi inaugurado em 1887. A construção dos restantes 73,5 km até Bragança foi adiada por razões financeiras, tendo sido concluído apenas em 1906. O primeiro estudo do traçado foi realizado em 1878. A construção e exploração do tramo entre Tua e Mirandela foi concessionada à Companhia Nacional de Caminhos de Ferro, propriedade de Tristão Queirós. As obras tiveram início em outubro de 1884 e a execução dos primeiros vinte quilómetros na garganta granítica do Tua foi extremamente difícil e complexa. Este tramo foi aberto ao público em 27 de setembro de 1887, realizando-se a cerimónia oficial de inauguração dois dias depois e na presença do rei Luís I. A concessão da exploração e construção do segundo tramo entre Mirandela e Bragança foi atribuída em 1902 a João Lopes da Cruz, que a trespassou à Companhia Nacional. O primeiro comboio chegou a Bragança em 26 de Outubro de 1906 e o troço final foi inaugurado oficialmente em 1 de Dezembro do mesmo ano.
Durante a crise dos transportes ferroviários na década de 1930, a situação financeira da Companhia Nacional foi-se sucessivamente degradando. A lei de 1945 nacionalizou e integrou todas as companhias ferroviárias na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses (CP), a qual passou a explorar toda a rede ferroviária portuguesa. Em 1968 foi inaugurada uma variante na cidade de Bragança. Na linha funcionaram locomotivas a vapor até à década de 1970. Na década de 1950 foi no Tua que circularam pela primeira vez automotoras da série 9300.
Em finais da década de 1980, o governo e a CP planearam o encerramento de grande parte das linhas secundárias em Portugal. Em janeiro de 1990 foi suprimido o transporte de mercadorias na Linha do Tua. Entre dezembro de 1991 e janeiro de 1992 foi encerrado o troço entre Mirandela e Bragança. Em 1995 foi inaugurado o Metropolitano de Mirandela, assegurando o serviço de passageiros na linha entre Mirandela e Carvalhais e, a partir de 2001, entre Mirandela e a foz do Tua. Em 2008, na sequência de vários acidentes, do desinvestimento na linha e da construção da barragem do Tua, o troço entre Tua e Cachão foi definitivamente encerrado. A albufeira da barragem submergiu 16 quilómetros da linha, cortando a sua ligação à rede ferroviária nacional e inviabilizando um futuro aproveitamento. A construção motivou protestos de várias organizações ambientalistas e movimentos cívicos da região e teve um impacto negativo na economia da região”. In Wikipédia


Foto Erikson Junior



Foto Afasoft


Túnel e ponte na linha do Tua

Linha do Tua – para memória futura


Tua – foto de David Silva - 2013


Locomotiva E166 da CP que estava abandonada no Tua e foi vendida para França, onde vai ser reparada e usada em linha de turistas.

Toda esta Beleza é TUA – 68 fotos de Bia Esteves

Os últimos dias do Tua

A linha é Tua


Em 1873 inicia-se a construção da linha de caminho de ferro do Douro; no concelho da Pesqueira a construção desta via férrea, passa pelo lugar da Ferradosa e Vargelas. Este percurso faz parte do troço da Linha do Douro Tua-Pocinho inaugurado a 10 de Janeiro de 1887, passando a via férrea neste troço a localizar-se na margem esquerda do Douro, depois de atravessar uma importante ponte metálica, no lugar de Ferradosa (Vale de Figueira).



Posteriormente, com a conclusão das obras da Barragem da Valeira em 1976, esta ponte metálica é desmantelada e a estação de caminho de ferro fica inactiva, procedendo-se à construção de nova ponte de caminho de ferro e respectiva estação mais a montante do local original.

O Douro no vale de Ferradosa - vídeo


Ponte sobre o Rio Coa


Referência a Vila Nova de Foz Coa em Portugal Antigo e Moderno de Pinho Leal

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

COMBOIO XV - LINHA DO DOURO III

6.26.4 – O Comboio XV - Linha do Douro III - Linha do Corgo, Estação do Pinhão, Cachão da Valeira



Ponte sobre o Rio Corgo na Régua

O troço entre a Régua e o Pinhão da Linha do Douro, do qual esta ponte faz parte, foi inaugurado a 1 de Junho de 1880; a inauguração do primeiro troço da Linha do Corgo, que também atravessa esta ponte, deu-se a 12 de Maio de 1906. Parece ter uma passagem pedonal quase ao nível da água.




Inauguração do Caminho de Ferro da Régua a Vila Real 

Comboio – Linha do Corgo - 1970 

Linha do Corgo – viagem de ida e volta 

Linha do Corgo – anos 80 – RTP 


Ponte do Pinhão

Passeio de barco do Pinhão ao Tua


Chegando ao Pinhão



Estação do Pinhão


“Na Estação de Caminhos de Ferro do Pinhão, concelho de Alijó, encontram-se a revestir as suas paredes um conjunto de painéis de azulejos do século XIX, alusivos ao rio Douro e às suas margens, aos carros de bois, aos barcos rabelos que transportavam as pipas de vinho para Vila Nova de Gaia, à paisagem formada pelos montes moldados pela força humana, aos trabalhos tradicionais da região vinhateira duriense e utensílios usados por homens e mulheres como os cestos de transporte de uvas. Nesses azulejos são representados todos os trabalhos efetuados ao longo do ano como por exemplo a cava, a redra, a poda e a vindima, evidentemente.
Os painéis de azulejos são obra da antiga Casa Aleluia, entretanto restaurados. As cores que predominam nas suas composições são as tradicionais - azul cobalto e amarelo - que retratam fielmente a vida dos agricultores do Alto Douro há umas boas décadas passadas”. In Arte Azul Atelier






Os azulejos da Estação do Pinhão -vídeo
“Documentário exibido a 2 de Janeiro de 2016 na RTP2 intitulado "O caminho de ferro impossível" onde é apresentada a história da Linha do Douro e sua extensão em Espanha até Salamanca. Na parte final, é apresentado um grupo de entusiastas desta linha, que lutam pela sua reabertura: a associação Tod@via! Os The Brave Ones participaram também na sua produção.
Vamos todos lutar pela Linha do Douro !!”


Cachão da Valeira – desenho de Visconde de Vila Maior – 1836


Túnel do Cachão da Valeira, um dos 23 da Linha do Douro

Sobre o Cachão da Valeira já publicámos um extenso lançamento em 4/9/2015 – De Barca d’Alva ao Cachão da Valeira 

Caminho de ferro do Douro – in Alpendre da Murta http://alpendredalua.blogspot.pt/2010/05/caminho-de-ferro-do-douro-4.html

sábado, 10 de dezembro de 2016

COMBOIO XIV - LINHA DO DOURO II

6.26.4 – O Comboio XIV - Linha do Douro II - A caminho da Régua, Estação da Régua, Pontes da Régua, Linha Régua-Lamego nunca activada 


A caminho da Régua – foto de António Sardinha



Estação das Régua - 1890


C. 1910

Azulejos da linha do Douro



Estação do Peso da Régua

Comboio histórico do Douro


Ponte metálica da Régua - 1900



Ponte metálica antes de recuperada


Foi há poucos anos recuperada para o trânsito pedonal e ciclista.


A ponte metálica foi construída para servir o tráfego rodoviário. Mesmo ao lado foi entretanto construída uma outra ponte por onde deveria passar o comboio que ligaria a Régua a Lamego. Só que o caminho-de-ferro nunca chegou a ser construído e a ponte ferroviária passou a rodoviária e a metálica foi desactivada.


Foi projectada e construídas as passagens e obras d'arte para uma linha férrea entre a Régua e Lamego, mas nunca foi activada. Ver abaixo



Ponte sobre o Varosa





Passagens preparadas para a linha do comboio Régua/Lamego/Viseu e que nunca foi terminada, possivelmente pelas dificuldades financeiras fruto da II Guerra Mundial.

Linha da CP Lamego/Régua - vídeo

Projecto dos caminhos-de-ferro para Lamego – um projecto inacabado