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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

CONVENTOS DE RELIGIOSAS - XIII

3.12.16 – Convento de S. José e Santa Teresa das Carmelitas Descalças - III




Em 1904 começou a construir-se o Bairro das Carmelitas, desde a Praça Gomes Teixeira à Rua de Cândido dos Reis. 
Na foto o bairro das Carmelitas em 1953 – vista de cima da Torre dos Clérigos – antiga Praça de Lisboa onde mais tarde existiu um estacionamento de automóveis; Rua das Carmelitas; Galeria de Paris; parte da Praça Gomes Teixeira; prédio novo na Rua de Ceuta; Rua de José Falcão; Igreja da Lapa.
O prédio central, de 5 pisos, pode ver-se, na foto acima, ainda em construção.


Já aí se encontrava a maravilhosa Livraria Lello & Irmão...






A Livraria Lello remonta à fundação da "Livraria Internacional de Ernesto Chardron", em 1869. Em 30 de Junho de 1894 Mathieux Lugan vendeu a antiga Livraria Chardron a José Pinto de Sousa Lello que, associado ao seu irmão António Lello, manteve a Chardron com o mesmo nome comercial. Com projecto do engenheiro Francisco Xavier Esteves, no dia 13 de Janeiro de 1906 inaugurou-se o novo edifício da Livraria Lello, no número 144 da Rua das Carmelitas.




Foto Francisco Oliveira
A Rua da Galeria de Paris, ao centro, foi projectada para ser coberta, mas nunca chegou a sê-lo. Tem um belíssimo prédio arte-nova.


Rua das Carmelitas e de Cândido dos Reis, anteriormente Rua da Raínha D. Amélia, em 1916. Em cima ainda é visível parte do edifício do Convento das Carmelitas.


Durante a construção do quarteirão da Rua de Cândido dos Reis e Conde de Vizela o arquitecto Marques da Silva ofereceu um almoço aos operários no local do estaleiro.




No local em que se vê a Rua de Cândido dos Reis em 1916, foi construído pelo Conde de Vizela, entre 1917 e 1923, um quarteirão que abrange esta rua, a da Fábrica, a antiga Travessa das Indulgência, depois Rua de Santo António, ainda Rua do Correio, agora do Conde de Vizela e Rua das Carmelitas – foto de António Sardinha.



Rua Cândido dos Reis – prédio arte-nova


Bairro das Carmelitas na actualidade – foto de Conceição Luz

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

CONVENTOS DE RELIGIOSAS - XII

3.12.16 – Convento de S. José e Santa Teresa das Carmelitas Descalças - II



Neste mapa, alguns anos depois, já o convento tinha sido abandonado e pertencia ao Estado que, aproveitando este facto e de ter sido demolido o Recolhimento do Anjo, de que falaremos brevemente, mandou alargar e alinhar a Rua das Carmelitas. Passou a confinar, desde 9/7/1839, com o triangular Mercado do Anjo. 
A capela do mosteiro foi demolida em 1900. No cemitério foi encontrado o corpo incorrupto de uma freira que faleceu quando ainda estava lá instalado o Colégio da Guia, portanto antes de 1700.


Praça de Lisboa - 1953


Depois de duas versões mal conseguidas, a Praça de Lisboa, que era um estacionamento e a Clérigus Shoping…




… a C.M.P. mandou renovar esta praça, que passou a chamar-se "Passeio dos Clérigos", que melhorou muito o centro da cidade. É um local muito frequentado pela juventude, especialmente à noite. Esta animação estende-se à Galeria de Paris e outros locais do centro. Como se devem recordar esta zona do Porto era conhecida pelo Olival, daí a colocação destas oliveiras.
Sobre este local, muito especialmente sobre o Mercado do Anjo, podem visitar as publicações de 4, 9 e 13 de Março de 2014.



Em 1850 foram plantadas estas árvores, que se tornaram frondosas. Foram abatidas em 1904 quando se decidiu fazer o bairro das carmelitas.
Em parte do edifício do convento extinto, em 1836, foram instalados vários estabelecimentos, designadamente…


Mala-Posta - 1855/1864


…a estação central da Mala Posta, na Rua das Carmelitas, que fazia a ligação entre o Porto e o Carregado, depois até Lisboa,  o Correio Central, o Depósito Público e a Escola Normal Primária. 
No mapa que inicia este lançamento vê-se ainda o Largo do Correio, que estava estabelecido, de 1696 a 1801, na residência de João Soares de Carvalho, o correio-mor do Porto. Esta casa tinha as traseiras para a actual Rua do Conde de Vizela, anteriormente Rua do Correio-Mor e depois do Correio. 
Entre 1836 e 1857 ocupou uma parte do antigo Convento das Carmelitas, denominando-se Correio Central. 
“Na Escola Normal Primária eram admitidos os filhos de pessoas pobres que gratuitamente aprendiam a língua materna” (Horácio Marçal). 
Também aí existiram a Direcção das Obras Públicas, a Polícia Civil, uma estação de bombeiros e um bar, o Salão Americano; todos com frente para a Rua das Carmelitas.. 
Na cerca do convento existiram vários estabelecimentos de divertimento e, em 1875, foi criado o Variedades, um barracão onde se apresentavam representações teatrais. Os preços eram: galeria, 80 reis; geral, 120; cadeiras, 300; camarotes, 1200.


Ainda no mesmo local existiu a Cozinha Económica, de que se vêm ainda os restos do barracão.




Entre 1892 e 1904, a Companhia de Utilidade Doméstica, subsidiada pela Câmara, iniciou a Cozinha Económica. Servia cerca de 1000 refeições por dia aos operários a preços reduzidos. Eram fornecidas fichas com os preços dos pratos. Anos depois, por 60 reis, servia merendas aos empregados comerciais.


Ferros Velhos - Foto Alvão


Foto Arnaldo Soares –  Pelo amável comentário de A Porta Nobre que poderão ver no final, conclui-se que o local das fotos é o mesmo, mas que a primeira estará invertida. Ainda pode ver-se, na debaixo à esquerda, parte do Convento das Carmelitas que está na perspectiva correcta. As fotos foram ambas tiradas da Rua das Carmelitas, para Norte.

Ainda, na parte nascente da cerca do convento existiu o mercado dos ferros velhos, depois Largo do Correio. 
À direita está uma loja de venda de ferragens e calçado e à esquerda roupas dependuradas, tal como ainda hoje vemos nas nossas feiras. De notar os frondosos plátanos que, com a sua sombra protegiam vendedores e compradores.
Os “Ferros Velhos” foram desde meados do século XIX um pitoresco mercado do Porto, tipo feira da ladra, onde se vendiam toda a espécie de artigos novos e usados. 
Firmino Pereira, em “O Porto d’Outros Tempos” (1914) escreve o seguinte: “ Essa feira permanente de farrapos e cacos era ao mesmo tempo divertida e repugnante. O Porto varria para ali o lixo caseiro, que a miséria ia depois procurar, como um cão vadio procura um osso entre a imundície... Nas barracas encostadas ao muro e nas bancas colocadas no largo, expunha-se à venda tudo quanto a mais caprichosa fantasia pudesse inventar e apetecer: roupas de homem e de mulher, livros, fechaduras, tachos, calçado, bacias, grades, colchões, espelhos, tapetes, cortinas, pregos, ferros de brunir, lavatórios, cadeiras, armários, louças, chapéus, espadins, candeias, tabuleiros, vidraças, portas, caixas, baús, mesas, pistolas, bacamartes, vestuários completos do século XVIII, chapéus armados, retratos, paisagens, sobre casacas e capotes do tempo da revolução de 20 e dos patriotas da Junta… Toda esta farrapada e todos estes cacos se alastravam pelo chão, pelas mesas ou dependurados nas barracas. Esse bazar permanente que abastecia a população miserável era também o “prego” dos infelizes que, para acudir a uma necessidade mais urgente, iam ali empenhar ou vender o que, de momento, podiam mais facilmente dispensar”.
Já desde há muitos anos a câmara pretendia acabar com esta feira, mas, talvez por razões políticas, só em de Abril de 1894 foi declarada a sua extinção. Porém, foi preciso esperar por 1904 para serem demolidas as últimas barracas porque alguns mercadores não queriam abandonar o seu espaço.


Esta casa ficava na esquina do Largo do Correio com a Rua da Fábrica

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

CONVENTOS DE RELIGIOSAS - XI

3.12.16 – Convento de S. José e Santa Teresa das Carmelitas Descalças - I





In O Tripeiro, Série V, Ano IX

Este cruzeiro era o passo final da primeira Via Sacra do Porto, que começava perto do Convento de Santa Clara e da Porta do Sol, seguia pela actual Travessa da Rua Chã (antiga Viela da Cadeia), Rua do Loureiro, onde havia a Capela de S. Lourenço com uma antiquíssima imagem do Senhor dos Passos, junto do Convento de S. Bento de Avé Maria e destruída em 1901. Depois subia a colina fronteira por um caminho onde, mais tarde, foi aberta a Rua da Fábrica. 
Este cruzeiro, também chamado do “Senhor dos Assobios”, terá estado junto da capelinha mandada construir por D. Afonso Henriques em louvor de Nossa Senhora da Graça e do Anjo S. Gabriel, em 1160. 
Há quem afirme que D. Mafalda, mulher de D. Afonso Henriques, saindo um dia do Porto a caminho de Guimarães, sofreu um acidente provocado por um talude que cedeu e que terá caído da sua montada, embora nada tenha sofrido. De imediato o Rei prometeu construir esta capelinha. 
Esteve aí desde 1160; passou, em 1651, para o Campo da Cancela Velha, que se denominou Campo da Via Sacra, quando se construiu o Colégio dos Órfãos; em 1701, por causa da construção do Convento das Carmelitas passou para o Recolhimento do Anjo. Quando este foi destruído, em 1836, voltou para o Colégio dos Órfãos e mais tarde para o Convento de S. Bento de Avé Maria, donde foi levado para o mausoléu das freiras de Santa Clara no cemitério do Prado do Repouso. A Câmara , considerando que estas ocupavam demasiado terreno, pretendeu rentabiliza-lo. Reduziu o mausoléu a um pequeno espaço e vendeu o restante para construção de novas capelas funerárias. Foi então mudado para o local onde ainda se encontra, continuando dentro cemitério.
Supomos que o povo chama a este cruzeiro “o Senhor dos Assobios” por, em dias muito ventosos, emitir sons agudos. Será?


O Convento das Carmelitas e a sua cerca ficavam a Norte da rua do mesmo nome. Esta era em curva, muito estreita e seguia entre elevados muros; a Norte pelos do Convento e a Sul pelos do Recolhimento de Anjo. Só no fim da década de 30 do séc. XIX foi alinhada e alargada. A Sul, o terreno triangular viria a ser, em 1839, o Mercado do Anjo.
O convento ocupava, praticamente, todo o quarteirão compreendido entre as actuais ruas das Carmelitas, Cândido dos Reis, Rua da Fábrica e a Praça de Guilherme Gomes Fernandes.


Foto de Antero Seabra – 1857/1864

“Ao iniciar-se o ano de 1700, onde agora está o largo do Moinho de Vento, é bem possível que ainda houvesse ali a funcionar em pleno moinhos cujas mós eram movi­das pela força do vento que lhes enfuna­va as velas. O topónimo era antigo. O lu­gar do Moinho de Vento já vem mencio­nado em documentos de 1647…
Naquele tempo, tudo isto ficava da parte de fora do burgo medieval que perma­necia contido dentro da espessa cinta de muralhas.
Ao contrário do que acontecia na colina oposta, a de Santo Ildefonso, onde se fa­zia uma produtiva cultura de hortaliças, na encosta a poente que descia do sítio do Moinho de Vento até ao campo das Hor­tas (Praça da Liberdade) cresciam vimes a esmo e havia um denso matagal que era sulcado por um estreito caminho que muitos anos mais tarde viria a dar origem à actual Rua da Fábrica. Mais para poente, mais para as bandas da Porta do Olival, o panorama era diferente.
Havia algumas oliveiras e no vasto campo dos cordoeiros começavam a vicejar os álamos e os negrilhos ali plantados em 1611 por iniciativa da Câmara. A igreja de Nossa Senhora da Graça, do colégio dos Meninos Órfãos, andava a ser construída em substituição da antiquíssima ermida que uma lenda diz ter sido mandada fazer pela mulher de D. Afonso Henriques, no sítio onde agora se ergue o edifício da reitoria da Universidade.
Onde agora está a Praça de Guilherme Gomes Fernandes, havia uma pequena er­mida que assinalava o termo de uma via-sacra que tinha início junto da capela do Espírito Santo, à entrada da antiga Viela da Cadeia, hoje travessa da Rua Chã, atra­vessava o campo das hortas e subia pelo tal carreiro que antecedeu a Rua da Fábri­ca até ao sítio do Calvário Velho que era como então se designava a atual Praça de Guilherme Gomes Fernandes.

Ora, foi no sítio do Calvário Velho, jun­to da tal ermida que, em 1704, as religio­sas carmelitas descalças fundaram o seu mosteiro, sob a invocação de São José e Santa Teresa. Isso aconteceu oitenta e poucos anos depois de se terem instalado ali perto (1619) os padres carmelitas des­calços, onde funciona o quartel do Carmo.
Em 1834, com o liberalismo instalado no país, as ordens religiosas foram extintas e a das carmelitas descalças não fugiu à re­gra. Mas a essa altura já o convento estava abandonado.
As poucas religiosas que viviam no con­vento, quando o exército liberal entrou no Porto, aproveitaram a noite invernosa de 19 de janeiro de 1833 para fugir, seguin­do assim o exemplo que já havia sido dado, antes, pelos frades. As fugitivas, por altu­ras da Lapa, foram abordadas por uma pa­trulha do exército de D. Pedro I. (do Brasil)
Iam disfarçadas. Tinham trocado o hábi­to por roupas vulgares. Mas não consegui­ram iludir os soldados que mandaram cha­mar o juiz do bairro de Santo Ovídio que, por sua vez, providenciou para que as re­ligiosas fossem entregues no mosteiro de São Bento da Ave Maria. Assim acabou, ao fim de quase 130 anos de existência, o mosteiro de São José e Santa Teresa das Carmelitas Descalças.
Durante muito tempo, a igreja e o mos­teiro estiveram completamente abando­nados. Só depois que terminou o cerco do Porto é que se começou a pensar no apro­veitamento que podia e devia ser dado às antigas instalações monásticas.
O recheio da igreja foi dividido por vá­rios templos da cidade. Por exemplo: a sa­nefa que estava no arco cruzeiro foi para a igreja dos Congregados. Arte da talha dou­rada dos altares foi para a capela de Fradelos, que fica na esquina da Rua de Guedes de Aze­vedo com a Rua de Sá da Bandeira…



… O cha­fariz que enobrecia o centro do claustro foi colocado no mercado do Anjo quando este se construiu ali perto.
Mas, entretanto, o mercado foi demoli­do. O pequeno sino da torre da igreja foi para o cemitério do Prado do Repouso. As instalações do mosteiro foram utilizadas para vários fins: escritórios, oficinas e ca­valariças da Mala Posta Real do Porto a Lis­boa; esquadra de Policia; salas de aula da Escola Normal; estação do telégrafo; Dire­ção das Obras Públicas; e um salão de di­versões que tinha como atracão principal a atuação de bailarinas espanholas.
Ainda por lá passou um colégio e a Cozi­nha Económica. Hoje, do antigo conven­to e igreja, nada resta a não ser a memória no nome da instituição religiosa na Rua das Carmelitas.
No espaço outrora ocupado pelo conven­to construiu-se um excelente bairro - o bairro das Carmelitas, que ocupa não só o espaço em que antes haviam estado con­vento e igreja, mas também a própria cer­ca do mosteiro que era enorme. 



Quando, nos começos do século XVIII, se começou a construir o convento de São José e Santa Teresa, das carmelitas descalças, a rua hoje chamada das Carmelitas não existia. Havia um estreito e sinuoso caminho que ligava o chamado lar­go do Ermitão, em frente à fachada da igreja dos Clérigos, com a praça onde se fazia a fei­ra da farinha, hoje denominada Praça de Go­mes Teixeira. Com a construção do mostei­ro, o caminho passou a rua a que foi dado o nome atual com que aparece identificada (1813) na planta de Balck. Depois que se construiu o mercado do Anjo, a artéria adotou esta designação com várias variantes: Rua do Anjo; Rua Nova do Anjo; Rua Nova de Jesus do Anjo. Posteriormente, voltou a ser Rua das Carmelitas. Germano Silva – JN - 09-03-2014”.
O Chafariz, infelizmente, foi destruído.


Campo da Cancela Velha, depois Campo da Via Sacra, depois Largo do Calvário Velho, depois Praça de Santa Teresa e actualmente Praça Guilherme Gomes Fernandes…



Na cerca do convento existiu uma fonte com três carrancas que deitavam água para um grande tanque, que foi demolido em 1905 e, duas delas, se encontram agora no jardim do Palácio de Cristal.



Estas carrancas estiveram antes na antiga Fonte da Arca ou da Natividade, situada no Campo das Hortas e, mais tarde, Praça Nova, que tinha quatro (ver desenvolvimento no lançamento de 19/4/2013 – Fonte da Arca ou da Natividade).


Fontanário, que esteve na Praça de Santa Teresa e que está assinalado no mapa acima.


Na Praça da Universidade vendia-se farinha e pão antes da de Santa Teresa. O maior movimento era à terça e sábado, embora todos os dias houvesse pão fresco. 
Ao fundo á direita podem ver-se os Armazéns da Capella antes de passar para a esquina de Cândido dos Reis e Carmelitas. Á direita os Armazéns do Anjo que depois construíram uma grande loja  com a fachada principal para a Rua das Carmelitas e uma sucursal na esquina de Sá da Bandeira e Fernandes Tomás.



A capela do convento passou a receber, desde 1833, as carreiras do Minho e foi demolida em 1900. Em 5/11/1900 são aí inaugurados os Armazéns da Capella, que passaram em 1907, para a esquina das Ruas de Cândido dos Reis com a das Carmelitas, onde esteve até há pouco tempo.


Armazéns do Anjo na Rua das Carmelitas…


…e em Fernandes Tomás.


Publicidade


Casa dos Barroso Pereira na Praça de Santa Teresa ou do Pão – antes de 1910
Curiosidade: ouvimos há muitos anos contar que havia dois irmãos em que um era muito rico e o outro menos. Divergências entre eles levaram a que este mandasse construir uma casa muito estreita na esquina da R. D. Carlos (actual José Falcão) com a Praça de Santa Teresa (Guilherme Gomes Fernandes) só com a finalidade de tapar as janelas da larga casa do irmão. O povo chamava-lhe o “ferro de engomar”, “casa esqueleto” e “casa tuberculosa”. Em 1948, em O Tripeiro, J. A. Pires de Lima escreve que esta casa seria mais larga, mas teria sido parcialmente demolida para a abertura da rua D. Carlos, o que nos parece inverosímil. 
Em 1954 Horácio Marçal dá uma terceira versão à construção desta insólita casa dizendo, que o proprietário deste estreito terreno pretendeu vende-lo ao vizinho. Como este não estivesse de acordo, aquele mandou construir a “casa tuberculosa” para lhe tapar as vistas. 


Garrett era visita frequente da Casa dos Barroso Pereira. Erguida em meados do séc. XVIII, com projetco de Nicolau Nasoni, o palacete foi demolido na década de 1960. Recordamo-nos bem de lá ter ido tirar radiografias no consultório do Dr. Roberto de Carvalho e fazer diatermia. Também lá teve consultório o otorrino Dr. Alvarenga de Andrade. 
Hoje está lá um prédio bastante deselegante onde esteve a Livraria da Imprensa Nacional Casa da Moeda.


Grandes Armazéns do Chiado na Praça dos Voluntários da Raínha - 1910


Publicidade durante a construção da Estação de S. Bento em dia da chegada de um político, vindo de Lisboa.