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segunda-feira, 7 de maio de 2012

CAPÍTULO II - DA SUA SITUAÇÃO, EXTENSÃO, RUAS, PRAÇAS, EDIFÍCIOS, FONTES E BONDADE DO CLIMA - 1

da parte meridional do Rio Douro, é bem semelhante a um grande anfiteatro


 Porto, início séc. XX – foto Domingos Alvão

Através dos séculos a cidade do Porto foi crescendo, ultrapassou as suas muralhas e foi integrando os núcleos populacionais vizinhos. Começou com a Freguesia da Sé, a que se juntaram em 1583 as de S. Nicolau e Victória; em 9/10/1710 Miragaia, Santo Ildefonso, Massarelos e Cedofeita; em 1836 Campanhã, Lordelo do Ouro e Foz do Douro; Paranhos em 27/9/1839; em 1841 criou-se a fréguesia do Bonfim em terrenos da Sé e Santo Ildefonso, que foi a única criada por interesses políticos; em 21/11/1895 Nevogilde, Ramalde e Aldoar, que pertenciam a Bouças. Entre 1582 e 1591 existiu a fréguesia de S. João Baptista da Belomonte, que foi integrada na de S. Nicolau.

Video do Porto antigo

2.1- Muros, portas e torres (I)




A Muralha Fernandina foi iniciada por D. Afonso IV em 1355 e terminada por D. Fernando em 1370. A área da cidade murada era de 44,5 Ha.



Último cubelo da Muralha Fernandina com o mirante feito pelas freiras do convento de Santa Clara – em primeiro plano a ponte pensil D. Maria II









Cubelo da porta do Sol – situado junto do Convento de Santa Clara, as freiras construiram, em dois cubelos, mirantes cobertos e fechados por janelas envidraçadas, para as defenderem das intempéries. Desta forma podiam gozar de umas deslumbrantes paisagens de 360º para o rio e a terra. Viam a faina dos barcos até ao mar, a entrada da Porta do Sol, a cidade e muito para lá dela. Infelizmente mais tarde, supomos que já no séc. XX, retiraram-nos com a finalidade de “repor” a antiga traça. O outro mirante ficava no último cubelo virado ao rio Douro.


Actual visão do troço da muralha por trás do antigo Convento de Santa Clara, perto da antiga Porta do Sol, já sem o mirante. O prédio branco foi o Dispensário Raínha D. Amélia.