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segunda-feira, 18 de maio de 2015

OUTROS EDIFÍCIOS PÚBLICOS - XVI


4 . 13 – Palácio dos Carrancas e Museu Soares dos Reis - IV

Finalmente em 1942 procedeu-se ao depósito das colecções do extinto Museu Municipal do Porto, com secções muito variadas desde a pintura às artes decorativas passando pela lapidária e a arqueologia conferindo ao museu clássico de Belas-Artes um carácter misto.


Infância de Caím - António Teixeira Lopes -1866-1942


Ismael – Augusto Santo - 1889


Apresentação no Templo – pintura sobre madeira – séc. XVI


Ceifeiras – Silva Porto – 1859-1893


Guardando o rebanho – Silva Porto


Costurando – Aurélia de Sousa 


Aurélia de Sousa


Henrique Pousão


Senhora vestida de preto – Henrique Pousão


Fuga de Margarida de Anjou – Francisco Vieira, O portuense


Biombos japoneses que mostram barcos portugueses transaccionando mercadorias


Tinteiro em cerâmica com figura de Minerva- Fábrica de Massarelos - Séc. XIX


Jarra atribuída à Cerâmica de Santo António do Vale da Piedade


Aquário – fábrica de Miragaia


Garrafa em forma de mulher – Fábrica da Afurada


Fábrica de Miragaia


Cálice da Fábrica da Coina – séc. XVIII


Cantil – Espanha – Séc. XVIII


Píxide – Itália – Séc. XVIII


Custódia séc. XVIII


Guarnição de corpete – séc. XVIII


Papeleira com alçado – Inglaterra – séc. XVIII



Escrivaninha – Itália séc. XVIII


Sarcófago romano em mármore – séc. III

Algumas jóias da coroa portuguesa 

Uma história do Museu Soares dos Reis

PPS sobre o museu Soares dos Reise

Visita guiada ao Museu Nacional Soares dos Reis – Henrique Pousão

O Desterrado

Escultura
https://www.youtube.com/watch?v=Jv9OV9OoBmQ

A Viscondessa - vídeo 

Macieiras - Silva Porto

Alguns quadros

terça-feira, 12 de maio de 2015

OUTROS EDIFÍCIOS PÚBLICOS - XIV

4 . 13 – Palácio dos Carrancas e Museu Soares dos Reis - II



Declaração de interesse público do Palácio dos Carrancas


Jardim do Museu Soares dos Reis – 1938 - foto Alvão


Os mesmos reformados


O Museu Portuense de Pinturas e Estampas, mais tarde Museu Nacional de Soares dos Reis, foi o primeiro museu público de arte do país, tendo sido fundado em 1833 sob a égide do liberalismo. Destinou-se a recolher os bens confiscados aos conventos abandonados do Porto e aos extintos de fora do Porto (mosteiros de S. Martinho de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra). O saque decorreu durante a guerra civil que opôs absolutistas e liberais, chefiados pelo regente D. Pedro, duque de Bragança.


Convento de Santo António da Cidade – desenho de Joaquim Vilanova – 1833. Já tratamos deste convento e da Biblioteca Municipal nos lançamentos de 15, 20 e 26/12/2014.

"Com a designação de Museu Portuense de Pinturas e Estampas, instalou-se no Convento de Santo António, na zona oriental da cidade (Jardim de S. Lázaro), sob direcção do pintor João Baptista Ribeiro. Seguia um programa cultural e pedagógico inovador, de apoio aos artistas da Academia Portuense de Belas Artes e divulgação da arte mediante a organização de exposições públicas. Foi confirmado por D. Maria II em 1836, no âmbito das reformas da instrução pública levadas a cabo pelo ministro Passos Manuel.
Em 1839 o acervo do Museu transitou para a direcção da Academia Portuense de Belas-Artes, o que levou a um fortalecimento da relação entre o museu e o ensino artístico no século XIX. O contributo da galeria de S. Lázaro consistia na organização das exposições trienais que tiveram como resultado a reunião de pintura e escultura do Porto oitocentista. Esta colecção forma uma das partes mais consistentes do acervo documentando o retrato, a cena de costumes e a paisagem de influência naturalista. Site do M.N.S.R.


Soares dos Reis, jovem 

“No âmbito das reformas institucionais da República em 1911, com uma política museológica descentralizada e tendente à especialização, inscreve-se a criação do Museu Soares dos Reis, evocativo do primeiro pensionista do Estado em escultura pela Academia Portuense de Belas Artes: António Soares dos Reis, o célebre autor do Desterrado.
Com o Estado Novo valoriza-se a conservação do património e acentua-se o papel do museu como lugar de memória de toda uma nação que se quer forte e coesa. É neste sentido que em 1932 o museu centenário adquire o estatuto de Museu Nacional, o que lhe vai proporcionar a independência face à tutela académica e a expansão patrimonial”. Site MNSR


A instalação no Palácio dos Carrancas em 1940 faz parte do percurso recente do Museu, na altura sob direcção de Vasco Valente. O edifício neoclássico foi adaptado a novas tendências museográficas de iluminação zenital (laminar) e dotado de condições de preservação nas galerias de arte, com recurso a critérios de exibição de ambientes no andar nobre, evocativos de estilos ou épocas.


“Esta fase integra-se no âmbito das Comemorações Nacionais de 1940 cujo programa previa certames de grande exaltação patriótica. A inauguração da exposição A Obra de Soares dos Reis celebrou o início de uma etapa importante na história do museu que situava a cultura do Porto num lugar de relevo”.



“ Em 1942 procedeu-se ao depósito das colecções do extinto Museu Municipal do Porto, com secções muito variadas desde a pintura às artes decorativas passando pela lapidária e a arqueologia conferindo ao museu clássico de Belas-Artes um carácter misto. A última década do século XX, na sequência da criação do Instituto Português de Museus, assinala o projecto de remodelação do Museu Nacional de Soares dos Reis da autoria do arquitecto portuense Fernando Távora.” Do site do M.N.S.R.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

CONVENTOS DE RELIGIOSOS - XIX

3.12.11 – Convento de Santo António da Cidade - I



Planta do Porto - 12 local do convento



Projecto do Convento

“1747 - Alguns religiosos franciscanos da Província da Conceição vêm para a cidade do Porto e fundam um Hospício, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição.

1749 - Dionísio Verney, homem de negócios, está a acabar de construir, no Campo de São Lázaro, uma capela, mais tarde adquirida pelos Religiosos da Província da Conceição para estabelecimento de um Hospício Regular.

1753 - Em disposição testamentária, Dionísio Verney refere-se à construção, em São Lázaro, de um convento, convento esse que tinha intenção de ceder aos Padres da Ordem da Santíssima Trindade.

1755 - Morre Dionísio Verney, sendo sepultado na sua capela, ao Campo de São Lázaro.

1776 - Maria Angélica Teresa vende a António José Mendes Guimarães a capela, bem como três moradas de casas, sitas no Campo de São Lázaro, que tinham pertencido a seu irmão, Dionísio Verney.

1778 - D. Maria I concede aos Religiosos Menores da Província da Conceição autorização para fundarem um Hospício Regular na cidade do Porto.

1779-1780 - Os Religiosos da Província da Soledade opõem-se a que os da Província da Conceição estabeleçam um Hospício Regular no Porto. Por isso, D. Maria I manda nomear um desembargador para superintendente da fundação do referido Hospício.

1780 - Em 26 de Novembro, os Religiosos da Província da Conceição compram a António José Mendes Guimarães uma «capella publica com casas místicas a ela» e outras casas e terrenos, situados no Campo de São Lázaro, que haviam pertencido a Dionísio Verney. A 30 de Novembro, a comunidade religiosa muda-se, das casas que habitava na Rua de Santa Catarina, para o edifício de São Lázaro. A 11 de Junho, o Ministro Provincial, Frei António das Dores, faz a primeira visita ao Hospício estabelecido em São Lázaro. No dia 3 de Julho, os Religiosos adquirem mais casas e terrenos para ampliação do seu Hospício.

1782 - É eleito, a 23 de Julho, o primeiro Prelado do Hospício de Santo António da Cidade, com voto e com o nome de Presidente «in capite».

1785 - Continuam as obras no Hospício, procedendo-se à extracção de pedra na Quinta da Fraga, às Fontainhas.

1789 - O edifício está ainda por concluir e promete vir a ser «um dos maiores Conventos da Cidade», segundo refere o Padre Agostinho Rebelo da Costa na «Descrição Topográfica e Histórica da Cidade do Porto».

1790 - O Hospício passa a Convento e Casa Capitular. Frei António de Jesus toma então posse como Guardião.

1791 - Realiza-se o primeiro Capítulo Provincial no Convento de Santo António da Cidade, a 27 de Agosto.

1808 - São abertas vinte e seis sepulturas nas «quadras do claustro», benzidas a 23 de Maio. Em Julho, é estabelecido no Convento um depósito para móveis e roupas das tropas espanholas que ocuparam a Cidade durante a 1ª Invasão Francesa. No mês de Abril, passa a funcionar no Convento um hospital para tropas francesas, hospital esse que, a partir de 20 de Maio, é destinado às tropas portuguesas. A 29 de Abril, o Guardião do Convento, Frei José de Jesus Maria, assina, por si próprio e pela comunidade, a acta da Vereação extraordinária da Câmara em que foi acordado comunicar a D. Miguel que a cidade do Porto o queria como legítimo representante da Coroa.

1829- 1830 - Prosseguem as obras na Igreja e sacristia.

1830 - Toma posse, em Capítulo Provincial de 29 de Maio, o décimo oitavo e último Guardião do Convento, Frei António da Natividade.

1831 - Em 3 de Dezembro é celebrado o último Capítulo (intermédio) no Convento do Porto.

1832 - Continua a construção da nova Igreja, encontrando-se já a capela-mor muito adiantada. Em 20 de Maio, é registada a última patente, dada pelo Ministro Provincial, Frei Francisco de Santa Maria dos Anjos, no Convento do Porto. O Ministro Provincial faz a última visita ao Convento, no dia 4 de Junho. O Convento é abandonado pelos Religiosos no dia 9 de Julho, data da entrada do Exército Libertador na Cidade, permanecendo apenas um membro da comunidade, Frei Joaquim da Assunção. A 14 do mesmo mês, o Convento é ocupado por tropas inglesas que combatem ao lado dos liberais, as quais furtam móveis, alfaias religiosas e livros. No dia 26 do referido mês, são fuzilados pelos liberais, o Irmão Definidor, Frei Francisco da Pureza, e o Irmão Corista, Frei António de Ave-Maria, que se haviam refugiado na Quinta do Fojo. Na presença de Frei Joaquim da Assunção, são inventariados, a 30 de Agosto, os bens do Convento. Em 25 de Setembro e 3 de Outubro, é retirada a «Livraria», a qual é entregue ao Bibliotecário da Comissão dos Conventos Extintos ou Abandonados. O Batalhão Francês, que ocupava o Convento, abandona-o em Novembro, tendo feito nele grandes estragos, o que leva a Comissão dos Conventos Extintos ou Abandonados a comunicar o sucedido a D. Pedro IV. No dia 13 desse mês, a referida Comissão compra um livro de coro, pertencente ao Convento, que estava na posse de um soldado francês.

1833 - Em Outubro, a mesma Comissão entrega a João Baptista Ribeiro, entre outros quadros e painéis, a «Ceia» da autoria de Joaquim Rafael, que havia pertencido ao Convento de Santo António da Cidade. Em 30 de Dezembro, por o Prefeito do Douro e a Comissão Municipal entenderem que a Biblioteca Pública – provisoriamente instalada no Hospício de Santo António de Vale da Piedade, à Cordoaria, e no Paço Episcopal – necessitava de um edifício mais espaçoso, é mandado examinar, para esse efeito, o «abandonado Convento de Santo António da Cidade», por uma Comissão constituída pelo 1º Bibliotecário, Diogo de Góis Lara de Andrade, pelo Arquitecto da Cidade, Joaquim da Costa Lima Sampaio, e pelo 2.º  Bibliotecário, Alexandre Herculano.

1834 - O Prefeito do Douro, em 13 de Março, remete ao Governo as plantas da Praça de São Lázaro e do Convento de Santo António da Cidade, bem como o orçamento das despesas necessárias para neste edifício se instalar o Museu e a Biblioteca.

1836 - Em Agosto, é anunciada a venda dos «materiaes das Igrejas nova, e velha do extincto Convento de Santo António da Cidade».

1839 - O edifício do Convento é doado à Câmara do Porto, em 30 de Julho.

1842 - É definitivamente instalada no edifício do Convento a Real Biblioteca Pública do Porto e inaugurada em 4 de Abril, dia do aniversário da Rainha D. Maria II”.
Meireles, Maria Adelaide – Cronologia - in O Convento de Santo António da Cidade: exposição no 150.º aniversário da instalação definitiva e da abertura oficial da Biblioteca Pública Municipal do Porto.


Convento de Santo António da Cidade - Gravura de Joaquim Villanova – 1833 – nas obras de transformação para Real Biblioteca a igreja, ainda em construção, foi destruída.

“Em 1747, religiosos franciscanos da Província da Conceição, vieram à cidade do Porto, para aqui fundarem um Hospício, da invocação de Nossa Senhora da Conceição. No ano de 1780 compraram uma capela pública e outras casas e terrenos, no Campo de S. Lázaro. Em Novembro desse ano mudam-se para S. Lázaro. Em 1790 o Hospício passa a convento e casa capitular. Assim nasceu no Porto o Convento dos Frades Menores Antoninhos da Província da Conceição, mais conhecido por Convento de Santo António da Cidade. A sua construção prolongou-se por vários anos, e ainda no ano de 1832 prosseguiam as obras da nova igreja. Em 9 de Julho de 1832, o convento é abandonado, por se ter verificado a entrada na cidade do Porto das tropas liberais. No dia 14 o convento é ocupado pelas tropas inglesas. 
Em 1833 a Biblioteca Pública, que provisoriamente estava instalada no Hospício de Santo António do Vale da Piedade, na Cordoaria, e no Paço Episcopal, começa a ser mudada para o Convento de S. Lázaro. Em 1839 o Convento é doado à C.M.P. e em 4 de Abril de 1842, dá-se a inauguração de Real Biblioteca Pública do Porto.” - Fernando Moreira da Silva em Boletim dos Amigos do Porto de 2003.


Biblioteca Municipal do Porto – 1848 – a vermelho está desenhada a área a ser construída “pra tornar o edifício regular e simétrico”. 


Brasão virado à Rua Visconde de Bóbeda – foto Manuel José Cunha


Fonte no Convento


Além de convento, este edifício foi Real Biblioteca Pública do Porto, Academia de Belas Artes…



…e o Museu Portuense. primeiro museu público de Portugal.


No seu livro O Porto do Romantismo Artur de Magalhães Basto diz: “O primeiro museu público do país foi o Museu Portuense (1833), criado por D. Pedro IV no rigor do cerco. Também se lhe chamava Ateneu D. Pedro. O seu recheio constava do espólio dos conventos extintos nas províncias do Norte, das obras de arte encontradas nas casas particulares sequestradas, e do fundo que pertencera à Academia Real da Marinha e Comércio do Porto… O museu Municipal foi por essa época  fundado, - manifestação de bairrismo inteligente e prático -, com a compra da colecção Allen (1850), a melhor colecção particular que existia na cidade e, talvez, em Portugal”.
Em 1911 passou a chamar-se Museu Soares dos Reis. 


Museu João Allen  

Magalhães Basto continua: “João Allen




Em 1940 o estado comprou à S. C. M. do Porto o Palácio dos Carrancas, que após grandes obras. recebeu, em 1942, o espólio vindo de S. Lázaro. Em 1992, na sequência da criação do Instituto Português de Museus, o Museu Nacional Soares dos Reis iniciou um projecto de remodelação e expansão, da autoria do Arquitecto Fernando Távora, concluído em 2001.