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quarta-feira, 19 de abril de 2017

FOI ESTIMADA DE MUITOS REIS II

7.5.2 - Foi estimada de muitos reis II - D. Pedro IV, D. Pedro V, Palácio da Bolsa, Palácio de Cristal - construção, Memória a D. Pedro V, Fábrica da Estamparia do Bolhão


Foi D. Pedro IV, sem dúvida, o rei que mais viveu o Porto e no Porto após o seu desembarque na praia do Mindelo e aqui o ocupou com a finalidade de substituir o absolutismo e instalar o Liberalismo.
Como dedicaremos um capítulo ao Cerco do Porto não entraremos, neste momento, em mais pormenor sobre este rei que deixou o seu coração à cidade.


D. Pedro V foi um dos reis que mais se sentiu ligado ao Porto e que o Porto mais apreciou. Apreciava a sua gente como trabalhadora e liberal e não dada a pergaminhos.


Antes da construção do Palácio de Cristal houve exposições agrícolas e industriais nesta cidade. De destacar o êxito da agrícola e industrial de 1857, a que já nos referimos em 8/9/2013…


Palácio da Bolsa - 1861

…bem como a industrial de 25 de Agosto a 16 de Setembro de 1861, realizada no Palácio da Bolsa. Esta, teve tal sucesso que o rei D. Pedro V a visitou por três vezes.



Aproveitando a sua presença na cidade, foi-lhe pedido que presidisse ao lançamento da primeira pedra do Palácio de Cristal, a que ele acedeu, e se realizou em 3/9/1861. Fruto destes êxitos e por iniciativa de alguns ilustres portuenses, dos quais se destacou Alfredo Allen, 1º visconde de Villar d'Allen, numa época de grande desenvolvimento da indústria no norte do país e em especial na nossa cidade do Porto, foi construído um edifício à semelhança do Crystal Palace de Londres. Tinha por finalidade a realização, em lugar condigno, da grande Exposição Internacional do Porto, que se realizou em 1865. Para tal, acrescentaram-se ao terreno camarário da Torre da Marca, na Rua dos Quartéis, hoje Rua D. Manuel II, os 7 campos particulares em volta. A sua construção foi iniciada em 1861 e o autor do projecto, de três naves, foi o arquitecto inglês Thomas Dillen Jones.


À esquerda a Rua de Fernandes Tomás com caixas para envio de mercadoria da Fábrica de Estamparia do Bolhão – á direita a memória a D. Pedro V e o Mercado do Bolhão em construção – foto Alvão.


Mercado do Bolhão em construção – vê-se a Memória a D. Pedro V – foi erigida, em 9 de Julho de 1862, pelos sócios e operários das Estamparia e Fundição do Bolhão em memória das visitas deste rei em 22/11/1860 e 28/8/1861. Foi retirada em 1914 aquando das obras do novo mercado – está actualmente no cemitério do Prado do Repouso junto do jazigo dos bombeiros falecidos.


“Nas vésperas do Natal de 1861, pouco mais de um mês após a prematura morte de D. Pedro V, com apenas 24 anos de idade e seis de reinado, os proprietários e artistas de duas importantes fábricas portuenses - a Fundição do Bolhão, fundada em 1847 por José Vitorino Damásio, Joaquim Ribeiro de Faria Guimarães e Joaquim António da Silva Guimarães, este último também o proprietário da outra fábrica, a Estamparia do Bolhão, fundada em 1850, e ambas então instaladas na Rua de Fernandes Tomás, em frente da antiga Praça do Bolhão - tomaram a iniciativa de erguer um monumento de homenagem ao recém-falecido monarca, nas proximidades das instalações dos seus estabelecimentos industriais. Para além de corroborarem o desejo de perpetuar a memória do tão desafortunado príncipe, e a verdadeira afeição que de um modo geral os portuenses lhe dedicavam, os proprietários das duas fábricas pretendiam manifestar também o seu reconhecimento pela visita com que, recentemente, o monarca os tinha honrado, testemunhando o seu apoio às forças do trabalho, assim como o seu interesse pelo desenvolvimento industrial da cidade e do país. O monumento em memória de D. Pedro V, que, de imediato, começou a ser construído, era essencialmente constituído por uma coluna toscana, monolítica, de granito, sem grandes subtilezas arquitectónicas, mas que representou, no entanto, a primeira manifestação deste tipo erguida em homenagem ao ilustrado monarca. 
Construído com base numa única e enorme pedra de granito, não deixa de apresentar algum interesse referir que para a condução desta, da respectiva pedreira em Águas Santas até ao local de implantação do monumento - numa distância de apenas dois quilómetros - foram necessários catorze dias e utilizadas vinte juntas de bois e quarenta trabalhadores, o que nos elucida sobre a então existente falta de aplicação de meios mecânicos, a qual já não se justificava no terceiro quartel do século XIX. A coluna que compunha o monumento, assim como o respectivo pedestal, assentava sobre dois degraus, defendidos por uma simples mas graciosa grade de ferro fundido. O monumento apresentava uma altura de 7,52 metros, desde a base até ao extremo superior da estrela de sete raios que o encimava. Iniciada a sua construção a 23 de Dezembro de 1861, foi concluída e inaugurada em 9 de Julho do ano seguinte, precisamente no mesmo dia em que na então Praça de D. Pedro - actual Praça da Liberdade - se lançava a primeira pedra da estátua equestre do "Primeiro Campeão" das liberdades pátrias, como na época o duque de Bragança ainda era designado.Implantado próximo das duas referidas fábricas, numa meia-lua sobranceira à dupla rampa que então estabelecia a comunicação entre os arruamentos que circundavam o antigo mercado do Bolhão e a Rua de Fernandes Tomás - podendo, aliás, ser visto em algumas das fotografias e postais ilustrados da época -, o monumento em homenagem a D. Pedro V ostentava em cada uma das suas quatro faces várias inscrições. Na face do lado norte estava gravada uma oitava, da autoria de um engenheiro, poeta nas horas vagas, e que segundo algumas vozes críticas, entre as quais a de Guerra Junqueiro, "fazia versos com a brita que lhe sobrava das estradas". De facto, embora sem grandes pretensões nem apuramento poético, os versos em causa constituíam essencialmente um testemunho sincero dos promotores daquela iniciativa: "Ao rei D. Pedro quinto - memorando - /da indústria e artes protector subido; /Qu'as vaidade do solio descurando, /Teve um throno d'amor na pátria erguido; /Que as fábricas em frente vizitando /Da estampa e fundição salvou do olvido... / Artistas, a quem deu favor e alento, /Consagram este humilde monumento!...".Na face do lado sul apresentava esta outra inscrição: "Teve princípio em 23 de Dezembro de 1861. Concluiu-se em 9 de Julho de 1862". Na face do lado poente: "Visitou a fábrica da fundição em 22 de Novembro de 1860". E na face do lado nascente: "Visitou a fábrica de estamparia em 28 de Agosto de 1861".Tal como o personagem a quem tinha sido dedicado, o monumento da Rua de Fernandes Tomás conheceu um fim relativamente trágico. A aprovação do "Anteprojecto do Novo Mercado do Bolhão", em 25 de Agosto de 1910, e o consequente projecto de prolongamento da Rua de Sá da Bandeira, entre as Ruas Formosa e de Fernandes Tomás, assim como o impulso conferido a estas iniciativas a partir de 1914 pela primeira câmara eleita após a implantação da República, vieram pôr em causa a manutenção no seu local original do monumento em honra de D. Pedro V.Na sessão da Câmara Municipal do Porto de 16 de Julho de 1914, o vereador Elísio de Melo solicitou autorização para contactar os proprietários da Estamparia e da Fundição do Bolhão, no sentido de se acordar um novo local para onde deveria ser transferido o monumento. Na sessão seguinte, realizada uma semana mais tarde, o mesmo vereador informou a autarquia que os referidos industriais pretendiam que o monumento fosse colocado no centro do pátio da Biblioteca Pública, e que lhes fosse permitido colocar, nas fachadas das respectivas fábricas, uma placa explicativa daquela alteração. Após alguma discussão, ficou resolvido que a autarquia tomasse a seu cargo a conservação do monumento, colocando-o num local considerado conveniente, em virtude da inexistência de espaços disponíveis próximos do sítio onde se encontrava.Uma vez retirado do local original, o monumento foi colocado junto ao muro do Cemitério do Prado do Repouso, no Largo do Padre Baltasar Guedes, onde permaneceu durante vários anos, sem que os responsáveis autárquicos tivessem encontrado o tal local adequado para o reimplantar. A "solução" estava, no entanto, praticamente encontrada. Embora ainda hoje ninguém saiba dizer quando, por que razão, ou quem o determinou, o monumento acabou por ser colocado no interior do Cemitério do Prado do Repouso, a poucos metros do local onde tinha sido praticamente abandonado, logo a seguir à entrada do cemitério pelo referido Largo do Padre Baltasar Guedes, mas agora com o objectivo de homenagear... os Bombeiros Municipais.Para além de ter sido deslocado do seu local primitivo, o monumento a D. Pedro V que os intrépidos industriais portuenses lhe dedicaram foi completamente mutilado. Todas as inscrições existentes nas quatro faces do pedestal foram arrancadas, no fuste da respectiva coluna foi enxertado um simulacro de busto em homenagem a um conhecido bombeiro, a estrela que o encimava foi substituída por uma espécie de urna de granito, donde emerge um facho de bronze, e no pedestal foi colocada uma placa de mármore onde se pode ler: "Ossário dos Bombeiros Municipais"!Estamos de acordo que, não sendo propriamente uma obra-prima, o monumento que simbolicamente os industriais e os "artistas" portuenses dedicaram a D. Pedro V apresentava uma certa harmonia e era relativamente esbelto. Mas, como já foi sublinhado, constituía acima de tudo uma autêntica e sincera manifestação de homenagem ao ilustrado príncipe, que foi Rei de Portugal - aliás, um dos mais queridos monarcas portugueses -, e que, por inúmeras vezes, demonstrou o maior apreço pela cidade do Porto e pelos seus habitantes, o qual deveria ter sido respeitado. Por tudo isto, e embora posteriormente tenha sido erigida uma outra estátua a D. Pedro V, na Praça da Batalha, o monumento ao "Bem-Amado" não merecia ter conhecido aquele destino. Ainda se está a tempo de reparar esta malfeitoria, recuperando-o na sua traça original e colocando-o num outro local mais compatível com o seu significado. E, obviamente, encontrar uma outra solução para homenagear os soldados da paz, pois o "enxerto" que foi feito no fuste da coluna também não os dignifica. Será que alguém se irá preocupar com isto?” In Público 5/9/1999


Estamparia do Bolhão - 1900


Estamparia do Bolhão – fábrica e venda ao público - repare-se que, no início dos anos 20, já previa o estacionamento de automóveis para os clientes. Uma visão do futuro.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

RIO DOURO - XXI

6.1.21 - Rio Douro, vizinhanças da Ribeira, Túnel da Ribeira, Miragaia



Foto Aurélio Paz dos Reis - 1880 -Pelo vestuário pode deduzir-se que estes carros esperam personalidades importantes que estarão no Palácio da Bolsa.
Sobre o Palácio da Bolsa já tratamos em pormenor nos nossos lançamentos de 14/7/2012 e 20/10/2014.


Carros de bois iniciando a subida da Rua Mouzinho da Silveira – Photo Guedes – Fim de 1800 - Vinte anos depois já se encontra o monumento ao Infante D. Henrique (inaugurado em Outubro de 1900), um quiosque, e já existem algumas árvores e jardins – à esquerda vê um eléctrico.


1930 – as árvores já cresceram e mantém-se o quiosque – já existe electricidade distribuída aos moradores.


Figuras do Barredo - 1900


Um Domingo de manhã no Barredo – 1950


Barredo - 1960


Rua do Infante D. Henrique – as casas ao fundo foram demolidas quando da abertura do túnel da Ribeira - 1940.


Início da abertura do túnel da Ribeira – 1947


Início das obras do túnel da Ribeira – lado nascente.


2014



Ribeira Negra – painel de azulejos de Júlio Rezende à entrada do túnel da Ribeira – foto de Joaquim Silva.


Igrejas de S. Francisco, S. Lourenço, Sé, Paço Episcopal, Palácio da Bolsa, Rua Nova da Alfândega – belíssima foto.

Fotos do Porto antigo e Moderno – Francisco Xavier Moreira Moreira – a não perder


Edifício da Sociedade Clemente Menéres, Lda. construído no local do extinto convento da Madre de Deus de Monchique, c. 1900.
"Na segunda metade do século XIX, Clemente Menéres, oriundo de Santa Maria da Feira, negociava em vinhos e cortiças nos mercados do Norte da Europa e do Brasil.
Em 1874 visita pela primeira vez Trás-os-Montes à procura de sobreiros que constava por lá haver e que não eram explorados. De pronto compra os que encontra e que se situavam nas terras incultas onde não se dava mais nada.
Cria assim a Quinta do Romeu, que depois originou a Sociedade Clemente Meneres, Lda. Logo desde a fundação, a empresa decidiu instalar na cidade do Porto a sua sede e, para isso, Clemente Menéres adquiriu em hasta pública metade do extinto convento de Monchique (fundado no séc. XVI). No terreno foi construído o edifício que funcionou como fábrica de rolhas e armazém de vinhos e cortiça, bem como a sede da empresa que formou com os filhos. Mais tarde, em 1902, a Clemente Menéres instituiu-se como sociedade agrícola por quotas, a primeira do país. Na fotografia é bem visível o depósito de cortiça na parte superior do edifício”. Foto e texto do blogue Porto Desaparecido.
Sobre o Convento de Monchique e a Quinta do Romeu já escrevemos nos nossos lançamentos de 29/1 e 2/2/2015.



Praia de Miragaia antes de ser construída a Alfândega Nova – foto de Frederick Flower – 1849


Miragaia antes da construção da Alfândega Nova – a Igreja de S. Pedro de Miragaia estava em muito mau estado – ainda se vê a antiga praia fluvial.


Alfândega Nova – ainda na construção dos alicerces – Mosteiro de Monchique - 1860


Barco ancorado no Douro vendo-se o capitão e outros tripulantes. Ao fundo está a Alfândega Nova - 1890.


Rua Nova da Alfândega ou da Alfândega Nova? – Eis a questão! - 1900


Cais e Rua Nova da Alfândega - 1940

A construção da Alfândega Nova exigiu a abertura de uma rua que a ligasse à actual Rua Infante D. Henrique. Para tal foram expropriados e destruídos muitos prédios e muitas famílias deslocadas. Chama-se Rua Nova da Alfândega. Porém, vários estudiosos do Porto dizem que se teria chamado, inicial e logicamente, Rua da Alfândega Nova, em contraste com a Rua da Alfândega que, subindo do rio, servia a Alfândega Velha. Assim sendo teriam, estes doutos personagens, toda a razão pois esta não se passou a chamar rua velha da alfândega. Aliás há pelo menos uma escritura de 1875, onde interfere a C. M. P., com a informação de Rua da Alfândega Nova como se pode ler num artigo em O Tripeiro, série V, ANO XIII, escrito por António Sardinha a páginas 63.


Alfândega Nova – postal datado de 1905


Alfândega Nova

Alfândega do Porto considerada o melhor centro de congressos europeu

Sobre a Alfândega Nova já tratamos com mais pormenor no lançamento de 15/12/2012



Arcos de Miragaia


Excelente documentário sobre Miragaia  - José Carvalho Ventura



Fontanário de Miragaia - 1950


Secando a roupa...


1970


Arcos de Miragaia – foto de Carlos Cunha – nunca tínhamos visto uma foto dos arcos deste ângulo. 


Escada do Monte dos Judeus

Douro – faina fluvial – filmado em 1931 – Manuel Oliveira 

Vistas do Porto em fotos 360º 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

CONVENTOS DE RELIGIOSOS - IV

3.12.2 - Convento de S. Francisco - II


Casa do Despacho dos Terceiros Franciscanos


Armas da Venerável Ordem dos Terceiros de S. Francisco


Cemitério catacumbal

No que diz respeito à Casa do Despacho, cuja planta foi feita por Nasoni, foi construída antes da igreja, no lugar onde existia um albergue para irmãos pobres e o primeiro da cidade para assistência a mulheres. Foi destruída por um incêndio em 1746, tendo sido recuperada ainda no mesmo ano. Actualmente está lá instalado o Museu da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco onde se encontra, no seu subsolo, o cemitério ou catacumbas usado pelos franciscanos para enterrar os membros da irmandade até Novembro de 1845, data da lei de Saúde que proibiu os enterramentos em igrejas. (ver em mais pormenor na publicação de 2/9/2014 – ORDEM TERCEIRA DE S. FRANCISCO)


Palácio da Bolsa – para a sua construção foi autorizada, por D. Maria II, a cobrança de um imposto, na Alfândega do Porto, durante 10 anos. Mas, no fim deste período, foi renovado e ainda era cobrado em 1910. Em todos estes anos teria rendido mãos de 2.000 contos de reis. 


Chafariz que se encontrava no claustro do Convento de S. Francisco e está agora no lado norte do Passeio Alegre.
Temos lido em vários e respeitáveis locais que este chafariz terá sido desenhado por Nicolau Nazoni para a Quinta da Prelada. Porém, desde há muitos anos, nos foi dito e temos lido que este terá vindo do Claustro do Convento de S. Francisco.
O Tripeiro VI série, Ano IX, Junho de 1969, a páginas 188, informa, na secção Efemérides: “30 – 1869 – Fica totalmente montado no Jardim do Passeio Alegre, à Foz, o monumental chafariz que pertencera ao Claustro da Igreja de S. Francisco, recinto que, após o violento incêndio de 24/7/1832, fora cedido à Associação Comercial.”
O historiador portuense Horácio Marçal em O Tripeiro V série, Ano XI, a páginas 341 afirma “O Padre Agostinho Rebelo da Costa, acerca do Mosteiro de S. Francisco, refere o seguinte: o Convento é reedificado de novo, com um magnífico e extenso claustro em quadra, rodeado de elevados arcos de esquadria e no meio um grande chafariz (está hoje no Passeio Alegre, à Foz do Douro), que lança perenes chorros de água, pública e patente a todos os que quiserem aproveitar-se dela. Sustenta este convento mais de 80 religiosos”. Na página seguinte mostra um desenho de Gouveia Portuense com a legenda seguinte: “Chafariz do Convento de S. Francisco (actualmente no Jardim do Passeio Alegre)”. 
O arquitecto Manuel Marques da Aguiar nas suas NOTAS SOBRE O ENQUADRAMENTO URBANO DO JARDIM DO PASSEIO ALEGRE, a páginas 206 escreve: “Ao jardim foram acrescentadas, posteriormente à sua realização, peças de valor cuja localização se fez com bom critério na sua composição final. É de assinalar o Chafariz, originário do Convento de S. Francisco e dois obeliscos que foram deslocados da Quinta da Prelada, da autoria do arquitecto Nicolau Nazoni. O Chafariz está classificado por decreto de 16 de Junho de 1910 e os Obeliscos estão classificados como de Interesse Público por decreto nº. 28536 de 23 de Março de 1938”
Manuela Cunha, Licenciada em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, no seu estudo A Quinta da Prelada descreve pormenorizadamente todas as obras de Nicolau Nazoni que aí existiram e existem, não fazendo qualquer referência ao Chafariz. D. Francisco de Noronha e Meneses legou em 1903 a propriedade à Santa Casa da Misericórdia do Porto, que dela tomou posse em 1904. Não nos parece, portanto, natural que o chafariz tenha sido retirado da quinta e colocado no Passeio Alegre em 1869. Todos afirmam que  autor foi Nicolau Nazoni. 


Projecto de Tomás Soller para a cúpula no edifício do palácio da Bolsa, publicado em 1882.



Pátio das Nações do Palácio da Bolsa - Neste local encontrava-se o claustro e o chafariz do Convento de S. Francisco.


No local do Convento de S. Francisco foi construído no séc. XIX o Palácio da Bolsa. Na foto acima vêm-se os seus telhados. O maior é o Pátio das Nações onde funcionou a bolsa do Porto. (Ver descrição pormenorizada no lançamento de 14/7/2012 – Palácio da Bolsa)


Jarros com motivos do Porto; Palácio da Bolsa e Palácio de Cristal.


Rua Nova dos Ingleses - 1861


Rua Nova dos Ingleses, actual Rua do Infante D. Henrique – gravura do Barão de Forrester – era aqui que se encontravam importantes comerciantes do Porto e se realizaram grandíssimos negócios. (Ver mais pormenores no lançamento de 14/7/2012)