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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

TESTEMUNHOS E MEMÓRIAS SOBRE O PORTO - V

9.5 - Como José Gerani viu o Porto em 1766 - Gravuras do Porto antigo, Calçada das Carqueijeiras, Caderinhas e liteiras, Barcos Rabelos, Oratório da Rua do Barredo


Gravura de John Clark, dedicada ao cônsul de Inglaterra John Whithead – 1778 – à esquerda em cima o Convento de S. Bento da Victória e a Igreja da Victória; em baixo Miragaia. Á direita Vila Nova de Gaia.


Gravura de Vivian – 1839 - Vê-se o Paço Episcopal parcialmente destruído pela artilharia miguelista durante o cerco de 1832 e o Convento de Santa Clara com o Muralha ao lado. Ao longe o antigo Seminário.


Pavimento da calçada das Carqueijeiras





Cadeirinhas e liteiras


Foto de Emílio Biel - 1903


Barcos Rabelos subindo o Douro


Oratória de Nossa Senhora da Boa Fortuna – Rua do Barredo

domingo, 12 de junho de 2016

FAZENDAS QUE VÊEM DO DOURO VII

6.9.7 – Fazendas que vêem do Alto Douro - VII



Cesteiro e tanoeiro – duas profissões muito requisitadas pelas quintas do Douro. Até aos anos 60 do século passado assistimos aos seus trabalhos, antes das vindimas.


Cestos vindimos


Barcos Rabelos – foto Emílio Biel - 1900



Rabelo com pipas da Sandeman - Foto de Fernando Peneiras 


Campanhã – carregamento de lenha

Construção de um barco rabelo - vídeo

Descrição de um barco rabelo



Descarregando carqueja – Foto de Aurélio Paz dos Reis -1906



Carqueja em flor



Calçada hoje - Blog o Porto Deprimente

A carqueja é uma planta que nasce espontaneamente nos montes. Era trazida nos barcos do Douro e descarregada perto da calçada da Corticeira, onde as carquejeiras a carregavam, em grandes molhos, para as Fontaínhas. Daí, era distribuída por toda a cidade para acender os fogões de sala, de cozinha e caldeiras de aquecimento central. Recordámo-nos bem das vendedoras de carqueja que passavam de porta em porta. Em nossa casa havia um local próprio onde se guardavam importantes quantidades, pois era diariamente usada. Entre Abril e Junho é comum verem-se as belas flores amarelas da carqueja pelos montes do Douro. A carqueja era muito usada na medicina. Eram tomados chás de carqueja que, segundo se dizia, servia para muitíssimas doenças. Era recomendado para gastroenterite, prisão de ventre, má digestão, diarreia, febre, gripe, fraqueza. O chá da flor de carqueja actua como diurético e era ainda usado em dietas de emagrecimento. Enfim, o tratamento para quase todas as doenças dos pés à cabeça.




Pereira, flor e pêras




Macieiras, flor e maçãs 


Só quem já apreciou o sabor das frutas do Douro lhe poderá dar o devido valor. 


Cais de Gaia


Barcos rabelos regressando ao Douro – Surpreenderam-nos os barcos com velas de dois panos, pois nunca os tínhamos visto. Nota-se que são mais pequenos que os outros – foto de João Ramoa – 1954.


Barco de passagem


Flor do Gás - atravessa de Lordelo do Ouro à Afurada

Barco de passagem – Havia no Porto muitos de barcos de passagem para passageiros e carga. O seu crepúsculo começou com a construção da Ponte das Barcas em 1806. Porém, muitas pessoas continuaram a atravessar de barco por hábito e com medo da ponte não aguentar o peso dos inúmeros peões, animais e carros. Mesmo depois da construção da Ponte D. Maria II, 1846, ainda havia quem tivesse medo de atravessa-la dado o grande balanço que tinha. Há quem afirme que este balanço provocava enjoo a muita gente. Mas a verdade é que aos poucos os barcos e barqueiros foram desaparecendo. Continuariam, e continuam em zonas onde não há pontes, por exemplo entre a Afurada e Lordelo do Ouro.

Do Porto a Miranda – fotos de J. Portojo

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

RIO DOURO - XXIV

6.1.24 - Rio Douro, Vila Nova de Gaia, Cais de Gaia


Gravura de Martini - 1835


Cais de Gaia – 1880 – de notar a rampa que sai do rio e sobe até à Serra do Pilar


Areínho de Gaia e zona do antigo castelo
 


Cais de V. N. de Gaia – construído em 1791


Ribeira de Gaia 1885-2015


Vista dos armazéns de vinho do Porto, em Gaia – 1897


Embarque de vinho do Porto – Gaia - 1900



Na Ribeira de Gaia - 1910


1930

Cais de Vila Nova - Carregamento de vinho do Porto e outras mercadorias – de notar a camionete antiga. 
Na Descrição de Abril de 1758, da Freguesia de Santa Marinha pode ainda ler-se: “Tem esta villa varias Companhias de  Arraezes de barcas, que todas tem 37 barcas grandes, que carregão 20 pipas cheas: e servem continuamente para carga, e descarga de todos os navios portugueses, e de varios reynos, que aqui entrão e para ajudar, e valer nas entradas, e sahidas, e em todos os perigos de naufragio, que succedem, e em muytas cheas, que hão no tempo de Inverno, as quais todas se amarrão nesta parte da villa. Tem para cima de cem barcos na passagem da Villa para a cidade e de Gaya para a Porta Nova, Banhos e Lingoeta a toda a hora que se, querem e são precizos de dia, e de noite. Aqui chegão todos os dias muytos e varios barcos de cima do Douro com vinhos, sumagre, e frutas, que pela mayor parte se recolhem nos armazens desta villa”.
Já neste fim do século XVIII o movimento de pessoas e mercadorias era, como se lê, muito intenso.



Em dia de nevoeiro – foto P Philipe PF - 2015


Barcos em Gaia – à esquerda vê-se o antigo Convento de Monchique, o bairro Inês e as árvores da Restauração; á direita a Casa das Sereias.


1940


1950


Construção do cais de Gaia - 1950


1950


Instituto do Vinho do Porto inspeccionando embarque de vinho – 1950

Porto e o vale do Douro – excelente docomentário


Navio Mercian, da empresa Ellerman Papayanni Lines, de Liverpool, no rio Douro, c. 1957.


Descansando



Espectáculo semelhante assistimos nós aquando do grande incêndio da Real Companhia Vinícola, pelos fins dos anos 40 do passado século. Colocados nos jardins do Palácio de Cristal a pavorosa visão foi semelhante ao descrito acima.


Site da Niepoort


Polo aquático no rio, na margem Sul.  Pelos chapéus de palha parece ser dos anos 20 ou 30 do passado século. Lemos, em tempos, que o F. C. do Porto tinha uma secção que jogava no rio.


Gaia – 1962 – em primeiro plano o telhado da Capela da Lada


Rabelo e pescadores - aqui só dá taínhas.


No cais de Gaia – foto I Love Porto

Porto e o Vale do Douro - excelente documentário francês


Barcos rabelos em Gaia – 1980

Extracto do filme “Barcos Rabelos” 

História do Barco Rabelo – descida do rio a partir do minuto 11

Como se constrói um Rabelo