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terça-feira, 10 de novembro de 2015

RIO DOURO - XXIII

6.1.23 - Rio Douro, Vila Nova de Gaia, Serra do Pilar, Casino da Ponte, Aqueduto da Serra do Pilar, Castelo de Gaia


1860

“Junto ao rio, vê-se, à esquerda, a capela de Nossa Senhora da Piedade; um pouco mais ao lado, recuado, o edifício da Sandeman; e, ainda junto ao rio, o edifício mais à direita, é o da Ramos Pinto. A meio, a atravessar a imagem de lado a lado, a estrada real (atual rua do General Torres), construída para facilitar o acesso ao Porto através da ponte Pênsil. Na linha do horizonte é bem visível a arcaria do aqueduto que abastecia o mosteiro da Serra do Pilar.
A água era recolhida em fontes e minas nas proximidades das atuais rua do Agueiro e praceta Adelino Amaro da Costa. A mina depois atravessava a rua de D. Pedro V para receber água de outros pontos situados no lugar de Trancoso, junto ao Colégio de Gaia. De seguida a mina cruzava a atual avenida da República em direção à travessa Particular Honório Tavares Costa e depois seguia até ao local onde hoje está a praceta do 25 de Abril. A partir daí o aqueduto continuava à superfície, em arcadas pela rua de 14 de Outubro e depois pela alameda da Serra do Pilar, entrando no mosteiro junto ao portão nascente do atual quartel. O aqueduto funcionou durante mais de três séculos, mas nos finais do séc. XIX começou a revelar sinais de degradação, tendo ruído alguns dos seus arcos. Os restantes foram sendo demolidos até aos finais da década de 1920. 


Foto de Memórias Gaienses

Mas, ao longo do antigo percurso do aqueduto, subsistem ainda hoje diversos respiros em forma de pirâmide e alguns restos de arcos.
Em 1946, o Estado procedeu à classificação como imóvel de interesse público do «troço existente do aqueduto da Serra do Pilar (lugar do Sardão, freguesia de Oliveira do Douro)», confundindo dois aquedutos que nada têm em comum: um ainda existente e outro já desaparecido. Tal equívoco ainda hoje perdura em algumas publicações e sítios na Internet. In Porto Desaparecido


Gaia - 1900


Curioso que este eléctrico tem dois tróleis, possivelmente o positivo e o negativo em cada fio. Nunca tínhamos visto isto, mesmo em fotos antigas.


Ficha de pagamento da travessia da ponte – 1890




Bilhetes de portagem na Ponte Luis I – um deles tem o ano de 1937


Projecto de Edgar Cardoso para a adaptação da passagem de trólei-carros na ponte Luis I.



Casino da Ponte – 1909 – foto Alvão – “O "Casino da Ponte" integrou um conjunto urbanístico na zona da escarpa da Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia. Este conjunto foi edificado em finais do séc. XIX quando se construiu a Ponte Luís I. Os 3 arcos de pedra visíveis ao nível do tabuleiro superior, tiveram como proveniência o então recentemente demolido Mosteiro São Bento de Avé Maria.
O "Casino da Ponte" era uma mistura de restaurante panorâmico, casa de espectáculos e sala de jogo que funcionaria até finais da década dos anos 20 do século passado. O conjunto urbanístico visível na imagem ainda existe, pois o mesmo foi então comprado pela firma Barros & Almeida”. In blog Monumentos Desaparecidos
Este edifício era da propriedade de Abílio Loureiro Dias, que o arrendou a José Luis de Couto Querido. Este instalou o casino que sofreu depois um incêndio em 21/8/1919.


Construção do muro de sustentação do morro da Serra do Pilar – 1963 – no mesmo local do Casino da Ponte.


Escarpa da Serra do Pilar - 1959


Na Avenida Marechal Carmona, hoje do República, existiu um muro com decorações de marcas de vinho do Porto.



Fotos de Manuel Varzim - 2014


Foto de Armando Tavares - 2015


Carro de bois no local onde hoje é o morro da Gaia


Jardim do Morro – Gaia - 1950


2012

Jardim do Morro – 2014 - vídeo 


Zona do Castelo de Gaia - Blogue Porto Cidade Invicta 


Ruínas

O Castelo de Gaia – Joel Cleto

domingo, 8 de novembro de 2015

RIO DOURO - XXII

6.1.22 - Rio Douro, Vila Nova de Gaia, brasão e pelourinho, Serra do Pilar


Vila Nova de Gaia – pormenor da carta do Porto de 1634


Brasão de Gaia – In O Tripeiro volume 5



Estrutura em cantaria de granito, composta por soco quadrangular de três degraus, onde assenta a base paralelepipédica e o fuste de secção quadrangular nos extremos, sendo o demais em arestas chanfradas. No remate, capitel cúbico, ornado pelas armas da cidade e remate em pinha piramidal, encimada por grimpa em forma de lança.


1255 - mandada povoar por D. Afonso III, criando atritos entre a Coroa e o Bispo do Porto; concessão de foral; 1288 - concessão de foral por D. Dinis; 1706 - a povoação tem 580 vizinhos; 1909, 23 Dezembro - o pelourinho foi destruído pela cheia do Douro de 1909; 1934 - reedificação do pelourinho, uma réplica do antigo, tendo sido abrangido pela classificação de 11 de Outubro de 1933, que classifica como Imóvel de Interesse Público todos os pelourinhos existentes ou que vierem a aparecer; 1961, 05 Dezembro - desclassificação do pelourinho pelo decreto n.º 44075, publicado no DG n.º 281; séc. 21 - transferência do pelourinho do Largo Miguel Bombarda para a Avenida Ramos Pinto.


Síntese histórica de Vila Nova de Gaia



A origem de Vila Nova de Gaia remonta provavelmente a um castro Celta. Durante o Império Romano tomou o nome de Cale. Após a conquista e pacificação dos territórios a Sul do Douro, por volta de 1035 e a expulsão das populações muçulmanas, que deixaram terras férteis, a zona foi novamente ocupada por colonos que refundaram Cale. Em 1383 Gaia e Vila Nova foram integradas no julgado do Porto, que ia do Douro até ao Padrão, hoje Santo Ovídio. No final das guerras liberais, em 20/7/1834 foi criado o concelho de Vila Nova de Gaia.


Porto visto pela gravura de Lieut. Col. Batty – 1829 - Destaca-se o Convento da Serra do Pilar, a Ponte das Barcas, do lado Sul do rio, a Capela do Carvalhinho e parte da Muralha Fernandina, do lado Nascente.



Estaleiro do Rei Ramiro – Estes estaleiros ainda existem - foto do Barão de Forrester – 1860 - este grande amigo do Porto e do Douro morreu afogado nas águas do Douro em 12/5/1861, no Cachão da Valeira – na Descrição de Abril de 1758, da Freguesia de Santa Marinha pode ler-se: “Defronte deste convento (Convento de Corpus Christi) está a grande Praya em que há um grande estalleiro de fazer navios, que dizem ser o milhor, que se tem visto em toda a Europa, onde se tem feito já sinco juntos, e se podem fazer mais. Tem mais na vizinhança, que parte com a Cerca do Convento das Freiras a chamada Tercena, que he hum Lugar bem emparedado, e fechado, que dizem ser obra mandada fazer pelo Senhor Rey Dom Manoel para recolher a fabrica das suas galeras, q entravão neste Porto, e hoje serve para recolher as madeyras e fabrica real; domina nelle o Supeo Intendente da Ribeyra do Ouro.”


Serra do Pilar vista da Ponte D. Maria II . 1860


Estado da Igreja da Serra do Pilar e da antiga capela em 1900


Claustro - c. 1900


Convento da Serra do Pilar em 1920 – ainda não recuperado desde o cerco do Porto em 1832.


Esta rua e suas casas foram demolidas em 1920 com o fim de construir o terreiro junto à igreja, que ficou terminado em 1927.


A Rua Rocha Leitão começava na Ponte Luis I em Gaia.


Saltando um muro na Serra do Pilar - ainda se vê parte do aqueduto do mosteiro.


Aqueduto que alimentava o Mosteiro da Serra do Pilar no dia da festa de 15 de Agosto - feira dos melões. 

Aqueduto da Serra do Pilar in Memórias Gaienses

Foto Beleza – passando pela Serra do Pilar.