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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

TESTEMUNHOS E MEMÓRIAS SOBRE O PORTO - IX

9.9 - Testemunho de J. Skelton - 1828, Entrada do Rio Douro, Torre da Marca, Cemitério dos Ingleses, Perigos da barra do Douro, Convento de Monchique, Porta dos banhos, Asseio das ruas do Porto



Barra do Douro – Teodoro de Sousa Maldonado - 1789


Texto de Xavier Coutinho – vê-se ainda a Capela da Senhora da Luz, a Igreja de S. João da Foz e a Capela de Santa Catarina.


Entrada do Douro vista do forte de S. João da Foz


Foz do Douro e entrada do Rio – gravura tirada do Cabedelo – vê-se bem o Castelo, o farol e a capela da Senhora da Luz, a Igreja de S. João da Foz, o farol de S. Miguel-o-Anjo.


Praia do Ourigo - 1910


Torre da Marca, referida nesta descrição


In Portugal Antigo e Moderno


Capela do cemitério dos ingleses


Gravura de Skelton, autor dos textos abaixo e que é aí referido



Convento de Monchique - foto de J. Laurent - 1869 - já se vê acima o Palácio de Cristal inaugurado 4 anos antes 


Ruínas do Convento de Monchique – foto de Manuel dos Santos – Setembro de 2016


Porta dos banhos, Igreja de S. Francisco, Capela de Santo Elói (transferida para a Rua de Gondarém) e a Muralha Fernandina.


Porta dos banhos – à esquerda desta ficava o Hospital dos Ingleses – in blogue Do Porto e Não Só


Alfândega Velha, hoje Casa do Infante



Serão familiar


Gravura e Texto de J. Skelton

O último agricultor da Foz

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

RIO DOURO - BARRA VI

6.3.6 - Rio Douro - Barra - Capela Santa Catarina - Torre da Marca 


Capela de Santa Catarina em Lordelo do Ouro – pormenor do mapa da barra de Teodoro de Sousa Maldonado

Os pilotos serviam-se de várias balizas ou marcas para melhor guiarem as embarcações até aos cais da cidade. Na margem direita as principais eram: o farol de S. Miguel o Anjo, que já tratámos, a Capela de Santa Catarina, em Lordelo, a Torre da Marca, perto do local onde hoje se encontra a Capela de Carlos Alberto, a Sul da Avenida das Tílias do saudoso Palácio de Cristal e, a partir do séc. XVIII, a Torre dos Clérigos. Segundo o Padre Xavier Coutinho haveria na margem esquerda uma ermida que se encontrava em frente do monte da Arrábida. É possível que a Igreja do Convento da Serra do Pilar também orientasse os pilotos da barra. 
Do lado Sul, em frente à Arrábida existiu uma marca chamada Casa do Facho.


Foto do blog Porto Sentido



In O Tripeiro 

“ Em Lordelo do Ouro existe um bonito largo onde está implantada a Capela de Santa Catarina. Os marinheiros da cidade do Porto pediram ao rei D. João I autorização para aí construírem uma capela, que, além de lhes proporcionar mais uma baliza que orientasse a entrada dos seus barcos na barra do Douro, dava-lhes um lugar onde podiam honrar a santa da sua devoção, visto na cidade do Porto não haver nenhum templo dedicado a Santa Catarina. O rei atendeu a petição dos mareantes.” In Boletim dos Amigos do Porto, Ano 2001, 3ª. Série, Nº 19


Perspectiva das margens do Rio Douro subindo-se para a Cidade do Porto, a Sua Majestade D. Pedro - Imperador do Brasil, Rei de Portugal - ao fundo vê-se a Torre da Marca


Bernardo Xavier Coutinho



In Portugal Antigo e Moderno – Pinho Leal – 1877


Torre da Marca – desenho de Kopke - 1827


Idem 



VISTA DA ENTRADA DA BARRA DA CIDADE DO PORTO
Tomada da posterior Norte da Torre da Marca a tempo em que entrava huma Frota Inglesa e se construía o novo Caes e Fortaleza
Dedicada a Sua Alteza Real o Príncipe do Brasil Nosso Senhor
Pelo seu muito agradecido reverente e fiel vassalo
Manuel Marques de Aguilar
Aberta em Londres no Anno de 1797

Esta torre foi construída em 1542 como substituição de um antigo e grande pinheiro que ali existia, e que guiava os pilotos na rota correcta. Foi destruída durante o cerco do Porto pelo exército miguelista, pois os liberais tinham ali instalada uma bateria. 
Embora se tivesse pensado reconstruí-la com as pedras derrubadas, nunca o foi feito porque a Torre dos Clérigos a substituía, dado estar correctamente colocada para guiar os marinheiros.

“Henrique de Sousa Reis, com a argúcia dos seus apontamentos, chama a atenção para uma das funções da Torre (dos Clérigos) servindo de marca de navegação… por esta fisga ou abertura da Torre da marca enfiando a vista o Prático da barra alcançava muito longe a elevada Torre dos Clérigos, ponto fixo, porém determinado que se escolheu por estremo da linha recta lançada da barra do Douro, para por ela se regular a estrada, que devião seguir os navios na entrada ou sahida: a Torre da Marca formava o ponto médio dessa mesma linha… Tem 75metros d’altura sobre a sua base e a sua altura e a sua forma esguia e audaciosa pode observar-se de toda a parte e a grande distância, quer seja quando do interior nos avizinhamos da cidade, quer seja quando do mar, e ainda longe da costa, demandamos a barra do Porto. Ouvimos dizer que ainda no século passado servia esta torre de mira aos pilotos para a entrada difícil e perigosa da Foz do Douro, sendo para esse effeito enfiada com a vista através da abertura de um arco, que ainda em nossos dias conhecemos, com o nome da Torre da Marca”. In PORTO A TORRE DA CIDADE.
Na verdade, já havíamos lido que após a construção da Torre dos Clérigos os pilotos colocavam o barco no enfiamento da Torre da Marca e de forma a ver a dos Clérigos pela abertura central daquela.


Este desenho foi feito exactamente do mesmo local da gravura de Manuel Marques de Aguilar, acima – as pedras no chão pertenciam à Torre da Marca, destruída pela artilharia de D. Miguel durante o cerco de 1832, pedras estas que foram utilizadas na construção da Capela de Carlos Alberto, no Palácio, a poucos metros. 


Foto Alvão ainda do mesmo local.


Ainda do mesmo local - foto de Iva Carla Vieira - 2012


Local onde existiu a Porta de Banhos após a destruição da Muralha Fernandina 


Vista do Rio Douro tirada do pátio da Igreja de S. Francisco - 1885


Ribeira 1900


Ribeira - Rua de cimo do muro - 1900


Apanhando Sol! - 1939


Barcos no Douro – foto Alvão - 1937


Foto Alvão - 1940


Porto visto de Gaia


A. R. C.

Uma maneira diferente de visitar o Porto

domingo, 22 de novembro de 2015

RIO DOURO - XXVIII

6.1.28 - Rio Douro, Estrada Marginal, Torre da Marca, Ponte da Arrábida


Estrada marginal - Desenho de Llonch - 1887


Só chegou 120 anos depois…



Marginal de Massarelos à Foz do Douro - 12/9/1895

No texto acima ARC “sonha” com um contínuo “cais” que, “em breve tempo”, irá até S. João da Foz! Só há poucos anos este “sonho” se realizou. Por muito espantoso que pareça, João de Almada e Melo planeou, em 1784, a construção de um cais entre a Ribeira e a Foz do Douro. Pelas gravuras se vê o estado lamacento e esburacado em que se encontravam por onde, mesmo o carroção, que levava os veraneantes encurralados e, como Camilo dizia, “crucificados nas suas próprias cruzes”, tinha dificuldade em passar.


Segundo Camilo o carroção já existia no séc. XVII. Porém, foi após as invasões francesas que, por falta de cavalos, aumentou muito o seu uso puxado por bois. A este incómodo meio de transporte dedicaremos um largo espaço com pormenores muito interessantes. 


A Torre da Marca existiu no terreno do Palácio de Cristal, perto de onde está a Capela de Carlos Alberto. Construída em 1542, servia de marca para os navios que entravam no Douro. Bombardeada em 1832 pelos Miguelistas que se encontravam em Gaia, não mais foi reconstruída. Voltaremos a este assunto com mais pormenores em local próprio. Gravura de Manuel Marques de Aguilar.



Rio Douro visto do Palácio de Cristal – foto de Armando Tavares

Rio Douro e a Cidade


Villa Nova vista do Rio Douro


"A Sua Majestade D. Pedro, Imperador do Brasil, Rei de Portugal".
Perspectiva das margens do Rio Douro subindo para a cidade do Porto.


Gravura inglesa, supomos de Coronel Betty, tirada do Monte da Arrábida – 1829 – ainda se vê a Torre da Marca, pois só foi destruída no cerco do Porto em 1832.


Gravura do Barão de Forrester – Publicada em Agosto de 1835 – esta gravura foi feita em 1832 ou antes, pois ainda se vê a Torre da Marca. O local é muito próximo da gravura acima. O Barão de Forrester chegou ao Porto em 1831.


Gravura de J. Holland  - 1838  


"SAM PAIO - CASA DO SNR. ANTHERO"
Os padres da Serra tinham uma brévia ou casa de campo em Sam Paio, nas margens do Douro, junto á Afurada, na freguesia de S. André de Canidelo. Depois casa do Sr. Anthero e hoje supomos um jardim infantil.


Projecto da Ponte da Arrábida não aprovado – Eng. Edgar Cardoso e Arq. Inácio Peres Fernandes - 1960 .


Projecto não aprovado para a Ponte da Arrábida – Arq. Inácio Pires Fernandes


Ponte da Arrábida em construção, durante a cheia de 1962. Sobre a construção e história desta ponte já publicamos em pormenor no nosso lançamento de 6/4/2013.


Acta da reunião entre o Governo Civil do Porto e a comissão de execução das cerimónias de inauguração da ponte da Arrábida - 1963.



Foto de Ricardo Soares


Foto de Jacinto Silva Luis


Foto de Fernando Madureira


Nascer do Sol visto da Ponte da Arrábida – foto Manuel Varzim


Foto de Paulo Andrade - 2015


Foto de Vaselin Malinov


Foto de Nuno Pimenta


Foto de Joaquim Oliveira


Foto de Pedro Fonseca

Ponte da Arrábida – Joel Cleto