quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

CONVENTOS DE RELIGIOSAS - V

3.12.14 – Convento da S. Bento de Avé Maria - I



Ficava este convento no Largo de S. Bento, junto da Porta de Carros, hoje Praça de Almeida Garrett. No local está a Estação de S. Bento.


A – Convento dos Loios; B – Cerca com seu quintal; C – Casas que fazem frente dom a feira e costas ao quintal dos Padres Loios e tem de largo 200 palmos “incirca” do convento; D – Largo da Ferira; E – Porta de Carros; F – Os Padres Congregados; G – Porta do pátio que “feixa” as portarias das Religiosas de S. Bento; H – Seu Mirante


Convento de S. Bento de Avé Maria e sua cerca (lado direito da foto), vistos do cimo Torre dos Clérigos. Foto de meados do século XIX. Esplêndida fotografia que poderá ser de Frederick Flower. Em primeiro plano a Rua dos Clérigos numa perspectiva fora do comum e á sua direita a entrada do Largo dos Loios; a Praça D. Pedro (lado Nascente) e a Igreja dos Congregados. À esquerda das casas da Praça D. Pedro vêm-se as casas da parcela da Rua de Sá da Bandeira que é hoje Rua de Sampaio Bruno. O telhado da Casa das Cardosas está em fim de construção. Ao alto,a Rua de Santo António e a Igreja de Santo Ildefonso. À esquerda, em cima, as traseiras das casas da Rua de Santa Catarina. E talvez outras coisas interessantes que os nossos leitores atentos nos transmitam…


Foto do séc. XIX

Em 1518 o rei D. Manuel I mandou construir à sua custa, o Mosteiro da Avé Maria ou da Encarnação das monjas de São Bento, dentro dos muros da cidade, no local chamado das Hortas do Bispo ou da Cividade. A sua construção terminou em 1528. Em 6 de Janeiro de 1535 foi habitado por religiosas vindas de vários mosteiros de fora do Porto, tais como o de S. Cristóvão de Rio Tinto, o de S. Salvador de Vila Cova de Sandim, Sta. Maria Maior de Tarouquela, de S. Salvador de Tuias e, mais tarde, de outros. D. Milícia de Melo foi a primeira Abadessa, vinda de Arouca de onde tinha sido Abadessa.
D. Manuel, em época de concentração de poder, pretendia fazer recolher às cidades religiosas dispersas pela província para melhor as controlar. Eram freiras de várias congregações, pelo que, de início, se levantaram grandes conflitos internos, só resolvidos com o passar dos anos. Tratava-se de um convento magnificente e possivelmente de estilo Manuelino. Com o passar dos séculos muitas foram as alterações que o convento e a Igreja sofreram. 


Entrada principal do convento – desenho de Joaquim Vilanova – 1833

Esta feira, que se realizava à terça-feira, supõe-se ter começado em 1587 por acordo da câmara e da Casa dos 24. Pereira de Novais já a ela se refere em 1690. A partir de 1736 passou a ser diária, tal como se pode ler no texto de ARC acima.
Em 27/7/1838 foi extinta tendo os feirantes passado para o novo Mercado do Bolhão.
A escadaria em que se realizava a feira foi destruída em e substituída por um passadiço com grades e uma fonte abastecida pelo manancial de Camões, como pode ser visto em foto mais abaixo.


“Cumpriam as religiosas a chamada Regra de S. Bento, que tudo regulava na vida da comunidade, do vestuário até ao modo de dormir e ao tipo de alimentação. Como deveres máximos, estavam prescritos o da obediência, o da pobreza e o da castidade. Embora a regra sempre se mantivesse inalterável, a sua aplicação ia sendo moldada a cada nova época. 
No memorial que intitula “Lembrança de Mortas e Espectador de Vivas”, D. Mariana Pinto, abadessa em meados de Seiscentos, pretende mostrar às religiosas do seu tempo o exemplo de vida e as boas obras de freiras já falecidas. Ao fazê-lo, descreve-nos preciosos pormenores da vida da comunidade nos primórdios do convento. São suas as seguintes palavras: “…que é desse tempo? Aonde mora aquela santa pobreza? Que é do contínuo silêncio? As matinas às duas horas depois da meia-noite? Onde está a obediência, aonde o sofrimento, as cogulas pobres, as alfaias toscas, toucados grosseiros, grades fechadas, celas abertas, coro contínuo, conversações com o Céu?” e continua : “As cadeiras de damasco ou veludo, as almofadas e alcatifas e seda em que estas nossas irmãs se assentavam era um pobre tanho de palha, donde sentadas cosiam e fiavam para a igreja, e tão precatadas se viam no silêncio, que sempre a fiar, lançavam um pano no chão, para que, se acaso o fuso caísse, não fizesse o mínimo estrondo no dormitório. Em todo este convento não mais do que cinco criadas para a cura das doentes idosas e entrevadas. Tangiam à mesa da ceia, às sete horas, davam graças e rezavam completa, que acabada saíam em procissão do coro, rezando o psalme de Miserere, e postas todas de joelhos, às portas de seus cubículos iam osculando a mão da sua virtuosa prelada, que passando lhes lançava a sua santa bênção”.
Coisas do passado, terão, já na época pensado as monjas. A primitiva economia comum passou, a certa altura, a depender das mesadas que a prelada distribuía. Tomavam-se as refeições nas celas, isoladamente, e as freiras apenas estavam juntas nos ofícios divinos. O estatuto social mantinha-se dentro do convento. As religiosas usavam o apelido de família, tinham criadas particulares e possuíam objectos de valor. O convento foi-se enchendo de gente. Os documentos iniciais referem apenas a existência de freiras e noviças. Rebelo da Costa, em 1789, menciona: “O número de Professas passa de 80, que com Educandas, Seculares e Serventes chega ao de 300 pessoas”. In livro Porto Desaparecido. 



Entrada lateral para a igreja - desenho de Joaquim Vilanova - 1833


Célebre aguarela de George Vivien – entrada da igreja na Rua do Loureiro. 
Neste largo existiu um Passo com as imagens do Senhor dos Passos e da Senhora da Soledade. Foi demolido em 1900 e as imagens e alfaias foram para a Igreja de S. João Novo.


Fonte que se encontrava na esquina Sul do convento. Ainda existia o passadiço  na frente Poente e as escadas na Rua do Loureiro. 



In livro Porto Desaparecido


Pátio manuelino – desenho de Vorhof – anos 80 do séc. XIX



A fonte encontra-se nos jardins do SMAS na Rua de Nova Sintra. 


Nicho no claustro – foto Emílio Biel


Claustro, lado nascente – foto Emílio Biel


Claustro – foto Emílio Biel


Corredor que levava ao claustro – foto Emílio Biel


Porta do claustro para o coro inferior – tinha azulejos Mudéjares – foto Emílio Biel


Pátio da “Villa” – neste local viviam as senhoras que não faziam parte do convento


Neste convento também havia uma roda dos expostos – foto Emílio Biel

Regras Beneditinas
http://ayltondoamaral.com/downloads/regras-beneditinas.pdf

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

CONVENTOS DE RELIGIOSAS - IV

3.12.13 – Convento de Santa Clara - II



Doces de Santa Clara


Toucinho do céu


Barrigas de freira

“A notoriedade que os doces têm na mesa dos portugueses é antiga: vem do século XV, quando Portugal iniciou uma produção de açúcar em larga escala em suas colónias atlânticas. O cardápio de guloseimas ficou ainda maior com o cultivo da cana-de-açúcar no Brasil. Mas tanto aqui quanto na Europa, o começo dessa tradição está profundamente ligado à Igreja.
A princípio, a tarefa era uma responsabilidade das irmãs monjas. No início da Época Moderna, a população feminina dos conventos era, em sua maioria, composta de mulheres que não tinham escolhido o hábito por fé, e sim por imposição social – normalmente, familiar. A feitura de quitutes ajudava a suportar a rigidez do claustro.
Essa produção ganhou grande impulso nos séculos XVIII e XIX, quando Portugal passou a ser o principal produtor de ovos da Europa, e possivelmente do mundo. A maior parte dela tinha destino certo: a clara era um elemento purificador na fabricação do vinho branco – o termo “clarificação” indica este processo, que tem como efeito a decantação e a aglutinação – e servia para engomar as roupas da aristocracia e os hábitos de freiras e padres. Nos conventos portugueses, o rigor e a tradição exigiam roupas fartas, pesadas, com palas, golas e punhos perfeitamente engomados. Além disso, para cumprir o cerimonial cristão, fabricavam-se hóstias em grandes quantidades para a comunhão – capaz de alimentar a alma e manter o corpo casto – usando o singelo ingrediente.
Mas com tanta clara sendo exportada para países europeus produtores de vinho, como França, Espanha e Itália, qual seria o destino das gemas? As freiras, em seu ritual de separá-las, perceberam que o desperdício poderia-se transformar num “pecado lucrativo”: a produção de iguarias finas que se tornaram a marca registada da culinária lusitana. Nas quintas mantidas pela Igreja, nos mosteiros e, principalmente, nas centenas de conventos que se espalhavam pelo interior do país, a gema servia de alimentação para as criações de porcos e outros animais, que, por sua vez, alimentavam monges, freiras e aldeões das redondezas. Mas a gema disponível era tanta que ainda assim sobrava.
A quantidade de matéria-prima, aliada à fartura do açúcar que vinha das colónias, se transformou em inspiração para o surgimento de experimentados doceiros à base de gema de ovos realizados pelas cozinheiras dos conventos. Não por acaso, muitos nomes de doces portugueses são inspirados na fé católica: argolas da abadessa, barrigas de freira, beijo de frade, fatias celestes, farrapos do céu, manjar celeste, orelhas de abade, palmas de abade, papos de anjo, queijos do paraíso, toucinho do céu e o pão de ló – uma homenagem a Ló, sobrinho de Abraão, salvo por anjos de Gomorra às vésperas da destruição da cidade pela ira de Deus. Em 1752, durante o reinado de D. José I (1714-1777), o Regimento dos Confeiteiros – regulamento que determinava princípios e orientações para confeiteiros e doceiros de Portugal – já citava algumas desses pitéus.
O destino das iguarias, mais do que a alimentação dos religiosos, era a venda nos vilarejos das redondezas. Rapidamente, os doces de ovos se transformaram em uma importante fonte de renda para muitas cidades de Portugal, migrando para os restaurantes de Lisboa, Porto, Setúbal e Guimarães. Sua comercialização servia para reforçar o orçamento dos conventos, que eram mais de trinta só em Lisboa. No Mosteiro de Santa Clara de Guimarães, cada religiosa recebia 6$400 réis por ano como pensão. Pouco dadas aos rigores monásticos, as freiras achavam insuficiente a soma a que tinham direito, e encontraram na confecção de doces um meio de aumentar essa renda. Mas não sem enfrentar dificuldades”. In Revista História
Assim também nos conventos portuenses nasceram famosos doces e lambarices, tais como os de Santa Clara feitos de massa folhada, ovo e amêndoa. Era tal o sucesso que em certas ocasiões, sobretudo pelo Natal a encomenda tinha de ser feita com meses de antecedência. Também estas freiras faziam manjares de farinha de arroz em forma cónica e com a ponta crestada no forno. 
Certo dia, Augusto Gama, filho do escritor Arnaldo Gama, tendo ouvido elogiar tais guloseimas, enviou à Madre Abadessa um soneto que muito lhe agradou:

“Senhora, nós estamos duvidosos 
Do que nos afirmaram com certeza,
Que há cá neste convento uns saborosos
Pastéis, o puro encanto de uma mesa.

Dizem que são tão belos, tão gostosos,
Que são feitos com tal arte e leveza,
Que nós estamos mais que desejosos
De acreditar que são essa beleza.

Quiséramos saber então, senhora,
Nesta questão tão grata e sedutora,
A vossa opinião, o que dizeis.

Provai-nos, vós que sois a superiora,
Aquela afirmação consoladora,
Dando-nos como prova…os tais pastéis.

Valeu a pena! Recebeu pouco depois um tabuleiro deles. 

Augusto Gama, que era chefe do convento, encarregado do respectivo inventário, conta uma divertida história passada consigo: 


In O Tripeiro, Série VI, Ano V


Cubelo da porta do Sol – situado junto do Convento de Santa Clara, as freiras construíram, em dois cubelos, mirantes cobertos e fechados por janelas envidraçadas, para as defenderem das intempéries. Desta forma podiam gozar de umas deslumbrantes paisagens de 360º para o rio e a terra. Viam a faina dos barcos até ao mar, a entrada da Porta do Sol, a cidade e muito para lá dela. Infelizmente mais tarde, supomos que já no séc. XX, retiraram-nos com a finalidade de “repor” a antiga traça. Um outro mirante ficava no último cubelo virado ao rio Douro.
Em primeiro plano vê-se o dispensário D. Amélia e a respectiva capela, aqui alojados em 31/1/1901.


Último cubelo da muralha ainda com restos do mirante virado ao rio


Troço da muralha por trás do antigo Convento de Santa Clara, perto da antiga Porta do Sol, já sem o mirante. O prédio branco foi mais tarde o Instituto Ricardo Jorge. No meio do jardim ainda se vê a estátua a Arnaldo Gama, de Rogério dos Santos Azevedo (1971).


Romancista da segunda geração romântica, nascido a 1 de Agosto de 1828, no Porto, e falecido a 29 de Agosto de 1869, no Porto, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, mas dedicou-se quase inteiramente à literatura e ao jornalismo, tendo sido também membro da Academia Real das Ciências. 
Distinguiu-se como autor de romances históricos, tendo sempre como cenário a história do Porto, nos quais o rigor posto na reconstituição epocal se harmoniza com o talento empregue na efabulação romanesca e na composição dos caracteres.
Os seus romances são: O Sargento-mor de Vilar, O Segredo do Abade, O Balio de Leça, A Última Dona de S. Nicolau, Um Motim de Cem Anos, O Filho do Baldaia, A Caldeira de Pêro Botelho, El-Rei Dinheiro, O Génio do Mal. Também escreveu alguns contos muito belos. 
Foi um dos escritores que mais nos agradou ler. 


Reconstrução da Muralha Fernandina junto ao antigo Convento de Santa Clara.


Neste mesmo prédio esteve instalado desde fim do século XIX o Dispensário D. Amélia, construído a expensas dos portuenses, e que teve uma grande ajuda do Real Velo Club do Porto, como se pode ver no lançamento de 16/1/2014. Mais tarde foi o Instituto Ricardo Jorge.

Porto visto em 20 fotos de 360º 

Subsídio para o estudo artístico do Convento de Santa Clara 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

CONVENTOS DE RELIGIOSAS - III

3.12.13 – Convento de Santa Clara - I


religiosas para Santa Clara do Porto.

As Franciscanas Clarissas instalaram-se no séc. XIII num pequeno convento em Torrão, Entre-os-Rios. Considerado um local perigoso pelas incursões castelhanas, pediram à rainha D. Filipa de Lencastre que as autorizasse a construir um novo convento no Porto, no lugar dos Carvalhos do Monte, o que lhes foi autorizado por D. João I. 
As freiras mudaram-se em 1427 e a igreja foi concluída em 1457.
Este convento começou com as 7 freiras que residiam no de Entre-os-Rios.
Durante os sécs. XV e XVI vários pequenos conventos foram fechando, sendo as suas freiras e haveres integrados neste. Recebia senhoras e meninas por razões diversas pelo que em 1789 tinha 99 freiras e cerca de 200 não religiosas e empregadas.



In O Tripeiro, Volume 2

“Considerada um dos melhores exemplares das denominadas igrejas forradas a ouro do barroco joanino, Santa Clara conserva a sua estrutura arquitectónica gótica, que remonta ao século XV… 
A esta primeira campanha de obras, seguiram-se muitas outras, como é o caso da campanha do claustro, de características maneiristas ou, já no início do século XVIII, as obras dos dormitórios, da portaria, com um imponente portal barroco, e dos coros, ocorridas entre 1707 e 1715. Era abadessa D. Isabel da Visitação quando o arquitecto António Pereira orientou os trabalhos para elevar a altura da capela-mor, abrindo-se vãos para melhorar a iluminação do espaço. Uma situação semelhante seria levada a cabo na nave, em 1732, alteando-se os panos murários sobre as tribunas, também rasgados por janelas. 
Apesar de não subsistirem muitos elementos da primeira campanha de obras, a verdade é que todas estas alterações mais não fizeram do que ampliar o espaço, em nada alterando a sua planimetria original”. In Património Cultural 


Convento de Santa Clara – igreja e dormitórios


1890




Pórtico renascentista reformado no séc. XVIII. Á sua direita pode ver-se a antiga Roda dos Expostos.
Foto tripadvisor.com

“Tal como convinha a uma igreja de uma mosteiro feminino, a entrada principal encontrava-se na fachada lateral, pois a zona contrária à capela-mor era ocupada pelo coro alto e pelo coro baixo. Este portal, em arco de volta perfeita, flanqueado por pilastras e tondi, com entablamento a suportar o friso de três nichos que antecede o remate ameado, conjuga elementos tardo-góticos e renascentistas, tendo sido reformulado no século XVIII (OLIVEIRA, BRAGA, 1993, p. 116). Formando um ângulo de 45º, a entrada da portaria é barroca, com as suas colunas salomónicas e o nicho com a imagem de Nossa Senhora da Conceição”. In Património Cultural 



Foto tripadvisor.com

“A grande mudança registada, e que implica uma nova percepção do templo, não é resultado de uma transformação estrutural, mas sim de uma encenação responsável pela total alteração do espaço pré-existente. Assim, e extravasando o âmbito dos retábulos, a talha dourada "invadiu" a igreja revestindo e salientando as estruturas arquitectónicas. A talha dourada da capela-mor foi executada, cerca de 1730, pelo entalhador lisboeta Miguel Francisco da Silva, ao tempo a trabalhar no Norte do país. O retábulo insere-se neste esquema geral, revelando um movimento cenográfico e uma decoração exuberante, onde se exibem as imagens de São Francisco e Santa Clara. Este conjunto da capela-mor foi depois dourado, em 1744, por Pedro da Silva Lisboa e António José Pereira”. In Património Cultural.





Nossa Senhora do Carmo


Sagrada família –foto tripadvisor.com



Coro Alto – foto tripadvisor.com


Pormenor do coro alto – foto tripadvisor.com

"Uma referência final para os azulejos dos coros, de padrão polícromo no coro baixo, e de tapete no coro alto, onde é visível ainda um painel figurativo polícromo representando uma alegoria eucarística, com inscrição relativa às almas do Purgatório e a data de 1680 (MARTINS, 2001, pp. 57-59)". In Património Cultural
Extinto em 1834, manteve-se activo até à morte da última freira, Maria das Dores Melo Correia cujo funeral se realizou em 16/4/1900.


Photo Attraction 

Em 1954 o inglês Sacheverell Stiwell visitou esta igreja e exteriorizou o seu espanto num belíssimo texto:


Igreja de Santa Clara - vídeo