domingo, 12 de junho de 2016

FAZENDAS QUE VÊEM DO DOURO VII

6.9.7 – Fazendas que vêem do Alto Douro - VII



Cesteiro e tanoeiro – duas profissões muito requisitadas pelas quintas do Douro. Até aos anos 60 do século passado assistimos aos seus trabalhos, antes das vindimas.


Cestos vindimos


Barcos Rabelos – foto Emílio Biel - 1900



Rabelo com pipas da Sandeman - Foto de Fernando Peneiras 


Campanhã – carregamento de lenha

Construção de um barco rabelo - vídeo

Descrição de um barco rabelo



Descarregando carqueja – Foto de Aurélio Paz dos Reis -1906



Carqueja em flor



Calçada hoje - Blog o Porto Deprimente

A carqueja é uma planta que nasce espontaneamente nos montes. Era trazida nos barcos do Douro e descarregada perto da calçada da Corticeira, onde as carquejeiras a carregavam, em grandes molhos, para as Fontaínhas. Daí, era distribuída por toda a cidade para acender os fogões de sala, de cozinha e caldeiras de aquecimento central. Recordámo-nos bem das vendedoras de carqueja que passavam de porta em porta. Em nossa casa havia um local próprio onde se guardavam importantes quantidades, pois era diariamente usada. Entre Abril e Junho é comum verem-se as belas flores amarelas da carqueja pelos montes do Douro. A carqueja era muito usada na medicina. Eram tomados chás de carqueja que, segundo se dizia, servia para muitíssimas doenças. Era recomendado para gastroenterite, prisão de ventre, má digestão, diarreia, febre, gripe, fraqueza. O chá da flor de carqueja actua como diurético e era ainda usado em dietas de emagrecimento. Enfim, o tratamento para quase todas as doenças dos pés à cabeça.




Pereira, flor e pêras




Macieiras, flor e maçãs 


Só quem já apreciou o sabor das frutas do Douro lhe poderá dar o devido valor. 


Cais de Gaia


Barcos rabelos regressando ao Douro – Surpreenderam-nos os barcos com velas de dois panos, pois nunca os tínhamos visto. Nota-se que são mais pequenos que os outros – foto de João Ramoa – 1954.


Barco de passagem


Flor do Gás - atravessa de Lordelo do Ouro à Afurada

Barco de passagem – Havia no Porto muitos de barcos de passagem para passageiros e carga. O seu crepúsculo começou com a construção da Ponte das Barcas em 1806. Porém, muitas pessoas continuaram a atravessar de barco por hábito e com medo da ponte não aguentar o peso dos inúmeros peões, animais e carros. Mesmo depois da construção da Ponte D. Maria II, 1846, ainda havia quem tivesse medo de atravessa-la dado o grande balanço que tinha. Há quem afirme que este balanço provocava enjoo a muita gente. Mas a verdade é que aos poucos os barcos e barqueiros foram desaparecendo. Continuariam, e continuam em zonas onde não há pontes, por exemplo entre a Afurada e Lordelo do Ouro.

Do Porto a Miranda – fotos de J. Portojo

quarta-feira, 8 de junho de 2016

FAZENDAS QUE VÊEM DO ALTO DOURO - VI

6.9.6 – Fazendas que vêem do Alto Douro - VI
Maravilhosas fotos e vídeos  do Douro


Seguem-se algumas fotos maravilhosas de um álbum intitulado Cores e Remansos do Rio Douro!  De Miguel Guedes










Perante estas maravilhosas paisagens não nos admiramos que a "Vignobles du Monde" afirme, no Facebook, que  "LE PLUS BEAU VIGNOBLE DU MONDE: LA VALLÉE DU DOURO".


Para Le Figaro uma das 5 mais belas paisagens de vinhas do mundo é a do Douro – publicado em 5/8/2015 no site abaixo:


Foto de Rui Pires


Um dos mais belos espectáculos do Douro passa-se ao nascer do dia. 
No Outono o nevoeiro cobre os montes e a visibilidade é nula. Aos poucos começam-se a ver os pontos mais altos e o nevoeiro, aí chamado de burriqueiro, vai descendo e mostrando  a paisagem até "morrer" no rio. Nesta foto vai a meio caminho.

Porto e Alto Douro - vários vídeos de Jorge Portojo


Mostrando a riqueza daquelas terras!


Escada de pedra típica do Douro, entre os diversos socalcos.


Pôr do Sol sobre o Rio Douro - foto de Jorge Guedes

Vale do Douro

Promoção do Alto Douro Vinhateiro

domingo, 5 de junho de 2016

FAZENDAS QUE VÊEM DO ALTO DOURO - V

6.9.5 – Fazendas que vêem do Alto Douro - V


Peso da Régua - 1865


Peso da Régua – vista geral em 1900


Ponte metálica sobre o Douro – cerca de 1900



A reabilitação da Ponte Metálica da Régua, mandada construir em 1872 pelo Rei D. Luís I para atravessamento rodoviário do Rio Douro, e desactivada desde 1949 devido ao estado de degradação do tabuleiro em madeira, compreenderá acções de restauro da super estrutura metálica e de apoio em alvenaria de pedra, que devolverão à estrutura o seu aspecto principal, recuperando, dessa forma, a sua função de atravessamento, desta vez pedonal, através de um novo tabuleiro em pranchas de madeira.


Capela e Asilo da Infância Desvalida


Largo do Cruzeiro - cerca de 1900


Câmara Municipal - cerca de 1900


Moínho no Salgueiral – cerca de 1900 – como ficaria este moínho em tempo de cheias?...


Foz do Rio Tedo - foto do blog Vinho e Companhia - belíssima paisagem!



Quinta da Ervamoira - Foz Coa


Outono – foto de Rui Pires


Quinta do Bonfim - foto José dos Santos


Cepa no Outono – Foto João Nunes da Silva


Foto de Tito Paulo Andrade


Foto de Jorge Almeida/Paulo Ferreira

Porto e o Vale do Douro - um extraordinário e longo documentário - a ver absolutamente

quarta-feira, 1 de junho de 2016

FAZENDAS QUE VÊEM DO ALTO DOURO - IV

6.9.4 – Fazendas que vêem do Alto Douro - IV


Quinta da Pacheca – foto de Nuno Esperanço

António Luís Pinto da Costa, na sua obra «Alto Douro – terra de vinho e de gente» (Edições Cosmos, Lisboa, 1999), escreve que « (…) Os cascos eram transportados pelas empinadas veredas e calçadas alto-durienses em carros de bois, especialmente concebidos para essa função: o cabeçado era ligeiramente encurvado para cima para não estrangular os animais nas descidas; o chedeiro não tinha soalho, ficando com as travessas à vista para ser mais leve; as chedas, levemente encurvadas para dentro, prologavam-se para além da última travessa do leito, para que nelas pudesse assentar-se, atravessado, um pipo de vinho, o penso dos bois ou o que fosse preciso para a viagem; as rodas, embora de madeira, tinham amplos espaços vazios e reforços de grandes pranchetas de ferro (meias-luas ou seitoiras), para se tornarem leves e resistentes; as molhelhas, feitas de couro e forradas a pano vermelho protegiam a cabeça do animal: o chiadoiro do eixo nas treitoiras insensibilizava o animal que puxava para outros barulhos e, segundo a voz do povo, afastava os lobos e os espíritos maus; ao pé do tesão, havia um espaço vazio, formando uma caixa (tabuleiro) para o boieiro guardar a comida".

Vídeo – Vindimas, produção e transporte do vinho da casa Andresen - 1914 - a ver



Enchendo uma pipa num carro de bois - cerca de 1900

Fotos antigas do Douro – Armando Pimentel Guedes


Amendoeiras em flor



“A DOP (Denominação de Origem Protegida) amêndoas Douro abrange duas pequenas áreas na parte nordeste de Portugal, situada logo ao leste da cidade de Vila Real. Algumas das denominações vizinhas incluem a DOP castanha Padrela para o noroeste, e a DOP castanha Lapa que fica a sudoeste.
Esta área tem um clima temperado, caracterizado por verões quentes e invernos frios. As amêndoas são nativas de regiões secas e áridas, no entanto, as variedades cultivadas nesta área são bem adaptadas a estas condições.
A DOP amêndoas Douro se refere à nozes de inúmero cultivares, alguns dos quais são Parada, Casa Nava, Pesianeia e Duro Italiano. Estas amêndoas têm um teor de gordura de 56 a 68% e um teor de proteína que varia entre 12,3 e 27,6%. Elas são vendidas tanto com ou sem casca”. In eatglobe.pt

Amêndoa do Douro - vídeo


Carregando pipas – foto do Barão de Forrester

Quinta do Vallado – vídeo 


Carregando pipas para a linha do Douro

De Barca d’Alva à Foz – espantoso documentário antigo – a ver 


Oliveira centenária


Varejando a oliveira 

“Nem só de vinho se faz uma terra fértil como o Douro. O azeite é uma importante fonte de rendimento da região, sendo apreciado não só em Portugal, mas também a nível internacional. Com um sabor único e benefícios para a saúde é um dos ingredientes essenciais na gastronomia regional.
Os extensos olivais que se estendem pelos montes e vales durienses, erguendo-se para além dos vinhedos que imperam nos socalcos, são fonte de um dos alimentos mais preciosos da região. O azeite integra a maioria das refeições confeccionadas no Douro, não só os pratos principais, mas também algumas sobremesas.
As oliveiras sepultadas em terras xistosas beneficiam do clima da região, dando origem a azeites consistentes, com cores escuras e aromas intensos, embora os Virgens e Extra Virgens sejam delicados, contendo uma acidez de apenas 0,2 graus. Uma grande parte dos azeites produzidos na região é para consumo próprio, tendo os consumidores particulares o hábito de oferecer azeite, e outras iguarias regionais, a familiares e amigos que os visitem. A colheita da azeitona é feita durante os meses de dezembro e janeiro, estando sujeita a interrupções e adiamentos, devido às condições climáticas adversas, típicas desses meses.
Na “apanha da azeitona” estendem-se toldos em volta do tronco da oliveira, para onde o fruto irá cair. Os homens trepam as oliveiras e com uma vara batem nos ramos das árvores, exercendo uma força suficiente para fazer cair as azeitonas. Após caírem para o toldo, as azeitonas são despejadas em barricas, sendo depois encaminhadas para a erguedeira, máquina que separa o fruto das folhas. As azeitonas são levadas para lagares da região onde o azeite é produzido de forma tradicional. No final deste processo o azeite está pronto para servir à mesa. O azeite deve ser consumido até dois anos após a sua confeção.
O azeite é um alimento que comporta grandes benefícios para a saúde, uma vez que contribui para a redução de lipoproteína de baixa densidade (mau colesterol) no organismo. Como é uma gordura monoinsaturada, o azeite não se transforma em colesterol, quando ingerido, reduzindo o risco de enfartes ou acidentes vasculares cerebrais. Além disso, o azeite reduz a formação de radicais livres que são responsáveis pelo envelhecimento e doenças degenerativas como o cancro.
Para conhecer o Douro devidamente, deve-se explorar a fundo a gastronomia regional, que apesar de ser servida em grandes quantidades é extremamente saudável, devido à utilização de alimentos como o azeite. A Rota do Azeite é uma das formas de facilitar esse conhecimento, pois engloba os doze concelhos, da região do Douro, todos eles grandes produtores de azeite”. In Dourovalley.eu

Apanha da azeitona no Douro Superior
https://www.youtube.com/watch?v=AYnlotd_JxM


Azeite do Douro


A caminho do trabalho...


Leiteira do Douro