quinta-feira, 16 de junho de 2016

FÁBRICA DA CORDOARIA

6.10 - Fábrica da Cordoaria



B - Areínho de Miragaia - cordoaria velha


Quarteirão da Cordoaria destruídos em 1853 em frente à Cadeia da Relação.

Quando a Casa da Fábrica, da Rua da Picaria, foi desmontada pensava-se reconstruí-la no local destes prédios. Infelizmente não o foi…


Cordoaria – foto de Emílio Biel tirada de um ângulo pouco vulgar – c. 1900 – veja-se quão diferente era antes do arranjo do jardim. Vê-se a “árvore da forca”, o telhado da Igreja da Senhora da Graça (Colégio dos Órfãos), as obras da Escola Politécnica, a Torre dos Clérigos e a Cadeia da Relação. O barracão devia ser para guardar ferramentas dos trabalhadores.

"O topónimo “Cordoaria” só começou a vigorar depois de 1661, ano em que para o Olival vieram os cordoeiros, abairrados em Miragaia na chamada Rua dos Cordoeiros. 
Por este pequeno excerto se pode ajuizar da alta importância que esta indústria teve no Porto e Portugal. Quase dois séculos se conservaram aqui os cordoeiros até que, por influência de alguns moradores, ordenou a Câmara Municipal, em Setembro de 1852, que os cordoeiros ali instalados abandonassem aquela praça. ” Horácio Marçal em O Tripeiro Série VI, Ano II.


Fibra do caule do cânhamo


Linho de cânhamo


A ripar o linho do cânhamo para fazer cordas


Roda de cordagem



Roldana e gancho


Nós de marinheiro


Estaleiros do Rei Ramiro em Gaia– foto do Barão de Forrester - 1860


Caravela Portuguesa – in site de Olinda Gil


Nau Santa Maria de Cristóvão Colombo – 1492 - réplica


Veleiros


ARC chama linho ao linho do cânhamo. Como se lê a Rússia era a “China”desse tempo, mão-de-obra muito barata. O autor dá uma sugestão económico-financeira.

domingo, 12 de junho de 2016

FAZENDAS QUE VÊEM DO DOURO VII

6.9.7 – Fazendas que vêem do Alto Douro - VII



Cesteiro e tanoeiro – duas profissões muito requisitadas pelas quintas do Douro. Até aos anos 60 do século passado assistimos aos seus trabalhos, antes das vindimas.


Cestos vindimos


Barcos Rabelos – foto Emílio Biel - 1900



Rabelo com pipas da Sandeman - Foto de Fernando Peneiras 


Campanhã – carregamento de lenha

Construção de um barco rabelo - vídeo

Descrição de um barco rabelo



Descarregando carqueja – Foto de Aurélio Paz dos Reis -1906



Carqueja em flor



Calçada hoje - Blog o Porto Deprimente

A carqueja é uma planta que nasce espontaneamente nos montes. Era trazida nos barcos do Douro e descarregada perto da calçada da Corticeira, onde as carquejeiras a carregavam, em grandes molhos, para as Fontaínhas. Daí, era distribuída por toda a cidade para acender os fogões de sala, de cozinha e caldeiras de aquecimento central. Recordámo-nos bem das vendedoras de carqueja que passavam de porta em porta. Em nossa casa havia um local próprio onde se guardavam importantes quantidades, pois era diariamente usada. Entre Abril e Junho é comum verem-se as belas flores amarelas da carqueja pelos montes do Douro. A carqueja era muito usada na medicina. Eram tomados chás de carqueja que, segundo se dizia, servia para muitíssimas doenças. Era recomendado para gastroenterite, prisão de ventre, má digestão, diarreia, febre, gripe, fraqueza. O chá da flor de carqueja actua como diurético e era ainda usado em dietas de emagrecimento. Enfim, o tratamento para quase todas as doenças dos pés à cabeça.




Pereira, flor e pêras




Macieiras, flor e maçãs 


Só quem já apreciou o sabor das frutas do Douro lhe poderá dar o devido valor. 


Cais de Gaia


Barcos rabelos regressando ao Douro – Surpreenderam-nos os barcos com velas de dois panos, pois nunca os tínhamos visto. Nota-se que são mais pequenos que os outros – foto de João Ramoa – 1954.


Barco de passagem


Flor do Gás - atravessa de Lordelo do Ouro à Afurada

Barco de passagem – Havia no Porto muitos de barcos de passagem para passageiros e carga. O seu crepúsculo começou com a construção da Ponte das Barcas em 1806. Porém, muitas pessoas continuaram a atravessar de barco por hábito e com medo da ponte não aguentar o peso dos inúmeros peões, animais e carros. Mesmo depois da construção da Ponte D. Maria II, 1846, ainda havia quem tivesse medo de atravessa-la dado o grande balanço que tinha. Há quem afirme que este balanço provocava enjoo a muita gente. Mas a verdade é que aos poucos os barcos e barqueiros foram desaparecendo. Continuariam, e continuam em zonas onde não há pontes, por exemplo entre a Afurada e Lordelo do Ouro.

Do Porto a Miranda – fotos de J. Portojo

quarta-feira, 8 de junho de 2016

FAZENDAS QUE VÊEM DO ALTO DOURO - VI

6.9.6 – Fazendas que vêem do Alto Douro - VI
Maravilhosas fotos e vídeos  do Douro


Seguem-se algumas fotos maravilhosas de um álbum intitulado Cores e Remansos do Rio Douro!  De Miguel Guedes










Perante estas maravilhosas paisagens não nos admiramos que a "Vignobles du Monde" afirme, no Facebook, que  "LE PLUS BEAU VIGNOBLE DU MONDE: LA VALLÉE DU DOURO".


Para Le Figaro uma das 5 mais belas paisagens de vinhas do mundo é a do Douro – publicado em 5/8/2015 no site abaixo:


Foto de Rui Pires


Um dos mais belos espectáculos do Douro passa-se ao nascer do dia. 
No Outono o nevoeiro cobre os montes e a visibilidade é nula. Aos poucos começam-se a ver os pontos mais altos e o nevoeiro, aí chamado de burriqueiro, vai descendo e mostrando  a paisagem até "morrer" no rio. Nesta foto vai a meio caminho.

Porto e Alto Douro - vários vídeos de Jorge Portojo


Mostrando a riqueza daquelas terras!


Escada de pedra típica do Douro, entre os diversos socalcos.


Pôr do Sol sobre o Rio Douro - foto de Jorge Guedes

Vale do Douro

Promoção do Alto Douro Vinhateiro