domingo, 4 de dezembro de 2016

COMBOIO XI - ESTAÇÕES DA BOAVISTA E DA TRINDADE

6.26.4 – O Comboio XI - Estação da Boavista e Estação da Trindade


Estação da Boavista


Portugal Antigo e Moderno - 1877


Posto de manobras



1967


Entrando na estação da Boavista – 26/5/1968


Máquina a vapor e automotora na estação da Boavista – 1968.

Esta estação foi construída em via reduzida para as linhas da Póvoa de Varzim e Famalicão. As linhas foram inauguradas, respectivamente, em 1873 e 1875 e foram suprimidas em 1965.



1973 - Vê-se ao fundo o monumento à Guerra Peninsular


Antiga estação da Trindade


Entrega de serviço


1968


Saindo da Estação da Trindade


1979


Estação da Trindade – vídeo – anos 70


Posto de manobras da Trindade

O Porto à noite visto de um drone

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

COMBOIO X - FOGUETE E ALFA PENDULAR

6.26.4 – O Comboio X - comboios rápidos, Foguete, Alfa Pendular


Parece ser o antigo comboio rápido Porto/Lisboa, dos anos 50/60, onde tantas vezes viajámos por motivos profissionais. Saía às 18 h. e chegava ao Rossio às 24 horas.


Em 1948 chega a Portugal a primeira locomotiva diesel-eléctrica. Estas locomotivas encurtam a viagem de Lisboa ao Porto de 7 horas para 4 horas e 50 minutos, a uma velocidade de 96 km/h.


Comboio Foguete - 01-02-1953-Viagem experimental-Fiat nº 502- Avaria em plena via algures entre Pampilhosa e Souzelas. Note-se que este troço não estava com tracção eléctrica à data – rcunha2000 (arquivo MSF)


Na ponte Maria Pia

“Este serviço ligava as Estações de Porto-Campanhã e Lisboa-Santa Apolónia, transitando por Vila Nova de Gaia, Espinho, Ovar, Aveiro, Coimbra-B e Entroncamento. Possuía lugares em primeira e segunda classes, e dispunha de um bar e minibar, e de um serviço de refeições ao lugar. O seu interior, em traços modernos, era considerado bastante confortável, sendo insonorizado e munido de um equipamento de ar condicionado. Na sua época, era o comboio mais luxuoso em Portugal. 
A sua velocidade comercial, de 100 km/h, chegou a ser, durante algum tempo, a mais elevada na Península Ibérica. Em termos de material circulante, foram utilizadas, predominantemente, as automotoras da Série 0500, embora também tivessem sido empregadas outras composições, rebocadas por locomotivas da Série 2500. 
A viagem inaugural do Foguete, entre Lisboa e o Porto, teve lugar em 9 de Março de 1953, usando automotoras Fiat. A Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses aprovou o início deste serviço em 15 de Outubro do mesmo ano. Devido ao seu tempo de viagem inicial, de cerca de 4 horas e 20 minutos, tornou-se um ex-libris da época em que foi lançado.
Após ter sido completada a electrificação da Linha do Norte, entre Lisboa e o Porto, em 1966, os serviços foguete passaram a ser assegurados por composições rebocadas por locomotivas da Série 2500”. In Wikipédia


O comboio Foguete, em 1971, na linha 4, fazia Porto/Lisboa 4,30 horas. Curiosamente a informação nesta linha é do comboio para Vigo, que já teria partido. Várias vezes vimos indicações erradas.

História do Foguete


Em cima vê-se o comboio Foguete que fazia Porto/Lisboa em 4,30 h. – 1963



Era, nessa altura, um bilhete muito caro.


Acidente em Ovar - 05 Agosto 1959

“IMPRESSIONANTE ACIDENTE FERROVIÁRIO NA NOSSA ESTAÇÃO”
«Ontem, pelas 18 horas, e quando o Comboio foguete, saído de Lisboa pelas 14h 25m atravessava a passagem de nível de S. João em grande velocidade, visto não parar na nossa estação, chocou com um camião de carga, felizmente vazio, que no momento lhe surgiu pela frente, visto, e lamentavelmente e por razões ainda não bem esclarecidas, estarem abertas as respectivas cancelas.
O choque foi tremendo, e o Foguete, composto de duas carruagens, arrastou o pesado camião nuns cinquenta metros, atirando, finalmente, os seus restos para a sua direita sobre uma das linhas de resguardo. Para se avaliar da violência do embate bastará dizer que o camião foi positivamente pulverizado, vendo-se os seus destroços espalhados numa área, de mais de 200 metros de comprimento.
Entretanto, a composição metálica do comboio, resistiu quase vitoriosamente à violentíssima prova a que foi sujeita, pois do contrário teríamos a registar uma verdadeira catástrofe. Só assim se explica que os seus numerosos passageiros -pois o combóio vinha cheio- tivessem sofrido apenas um susto tremendo -o que já não foi pouco- visto apenas terem ficado ligeiramente feridos um dos seus ocupantes e o respectivo maquinista. O mesmo, infelizmente, não se poderá dizer dos três infelizes tripulantes do camião, visto ter falecido pelas 23 horas, um deles…
…Louváveis e de notar, as providências rápidas tomadas e que asseguraram não só o embarque, para o Porto, de todos os passageiros do Foguete dentro de pouco mais de meia hora de se ter verificado o gravíssimo acidente e ainda o facto do comboio rápido Porto-Lisboa cujo horário em Ovar é às 19h 15m, ter continuado a sua marcha para a Capital aproveitando uma linha de resguardo e levando também pouco mais de meia hora de atraso. Tudo isto foi possível pela presteza e dedicação de todo o pessoal das oficinas de obras metálicas da CP, aqui há longos anos localizadas …» In Noticias de Ovar de 6 de Agosto de 1959.


Apodrecendo!!!

"Inaugurado em 1954, (foi em 1953 e não em 1954) o Foguete ficou famoso, não tanto pela sua rapidez (demorava 4h30 de Santa Apolónia a Campanhã), mas sim pelos serviços de que dispunha, considerados um verdadeiro luxo para a época. Em vez de máquina e carruagens, a composição era formada por uma automotora Fiat que tinha ar condicionado e serviço de refeições servido no lugar. Só tinha carruagens de primeira classe e nela viajava sempre uma brigada de mecânicos para resolver eventuais avarias. No Foguete viajaram as elites portuguesas dos anos cinquenta e sessenta, mas não foi a nenhuma figura do Estado Novo que o seu nome ficou associado. Pelo contrário, chamaram-lhe o Comboio da Liberdade quando nele viajou o General Humberto Delgado entre Porto e Lisboa, em plena campanha eleitoral como candidato opositor a Salazar.Com a electrificação da linha do Norte, em 1967, as automotoras Fiat foram substituídas por comboios eléctricos e acabaram os seus dias a assegurar o serviço Sotavento entre o Barreiro e Faro. As composições foram desmanteladas e apenas sobrou uma única que esteve 20 anos a apodrecer em Estremoz, tendo sido rebocada para Elvas em 1999 para uma situação provisória que se arrisca a tornar-se definitiva”. In Público. 
O Foguete foi uma evolução importante quando se iniciou e normalmente ia cheio para Lisboa. Atingia 120 Kms/Hora.

O foguete - vídeo

Intercidades em alta velocidade na estação da Curia


"Foi num ambiente festivo que decorreu a apresentação da intervenção de meio de vida dos comboios pendulares da CP, que desde 1999 operam serviços a 220 km/h no corredor Braga – Porto – Lisboa – Faro. Depois de acumularem mais de 40 milhões de quilómetros, as dez unidades adquiridas à Fiat Ferroviaria / Alstom vão passar por uma cura de juventude no Grupo Oficinal do Entroncamento, onde a série realiza as suas intervenções mais profundas desde que entrou ao serviço.


Perante convidados, os presidentes da EMEF e da CP apresentaram as linhas gerais da intervenção, contextualizando a importância destes comboios para o serviço de longo curso em Portugal. O serviço Alfa Pendular sucedeu ao já de si prestigiado serviço Alfa, que desde o final dos anos 80 ligava Porto e Lisboa num tempo mínimo de 3 horas. O upgrade com as composições italianas acabou por permitir aproveitar alguns troços renovados da linha do Norte onde as composições convencionais estão limitadas a velocidades entre os 160 e os 200 km/h, e em que os comboios pendulares atingem velocidades entre os 200 e os 220 km/h.


Pormenor das portas. Os números das carruagens estarão ao lado do símbolo da CP, por baixo do qual está a indicação de classe.
Graças à pendulação ativa, inclinando o comboio até 8 graus, estes comboios permitem a prática de maiores velocidades ao reduzirem o desconforto provocado aos passageiros pela atuação da força centrífuga. A limitação de velocidade para os comboios de passageiros é maior devido ao fator conforto do que devido ao fator de segurança, e é essa limitação maior imposta pelo conforto que a pendulação procura minorar.


As maquetes apresentadas publicamente deixaram os convidados perceber em que condições viajarão os passageiros a bordo dos renovados comboios, que começarão agora a entrar na oficina gradualmente. Cada comboio estará até 3 meses aos cuidados das oficinas do Entroncamento, num processo longo e complexo mas que prepara os comboios para mais 15 anos de serviço com a máxima atualização de equipamentos, também numa óptica de procurar facilitar a sua exploração e manutenção ao longo desse tempo. Vários equipamentos serão beneficiados de modo a poderem ter uma substituição mais rápida nas oficinas de Contumil, as oficinas especialmente construídas e equipadas para fazer a manutenção quotidiana destes comboios. Também a pintura procurou uma simplificação que permita diminuir o tempo de imobilização em caso de ser necessário ser retocada, nomeadamente em casos de colisão.


Entre as muitas alterações, destaque para a reestofagem de todos os bancos e a disponibilização de tomadas elétricas em todos os lugares.


Ao mesmo tempo, na 1ª classe haverão (????) ecrãs individuais nas costas dos bancos e em todo o comboio as velhas televisões serão substituídas por modernas televisões LED. A internet a bordo será melhorada, permitindo uma transmissão com débito superior ao atual.
Os painéis inferiores serão numa imitação de madeira, num acabamento que faz lembrar alguns comboios de alta velocidade espanhóis.


As casas de banho, fontes de problemas na atualidade, serão integralmente substituídas por módulos novos, que se pretendem que sejam mais fiáveis e funcionais.
Os salões serão iluminados por novas iluminações LED, instaladas ao longo de todo o comboio. Também a sinalética interior será completamente modificada.
Cada comboio pressupõe um investimento de 1,8 milhões de Euros na sua revisão e modernização, envolvendo cerca de 60 profissionais da EMEF e subcontratados na sua realização. Vários dos concursos para adjudicar os contratos de fornecimento dos principais componentes foram já lançados nas últimas semanas.


Aptos a 220 km/h e desenvolvendo cerca de 4000 kW de potência, os comboios pendulares da CP estão entre os mais fiáveis do mundo neste segmento, graças a um trabalho notável da EMEF e CP Frota neste campo. O reconhecimento da expertise da EMEF na manutenção de comboios altamente complexo valeu-lhe um contrato de assessoria junto da suíça SBB, que opera comboios semelhantes”. In portugalferroviário

A alta velocidade na linha do Norte


Esperando o comboio… em S. Bento

150 anos de caminho de ferro em Portugal – vale a pena ver! Interessantíssimo

terça-feira, 29 de novembro de 2016

COMBOIO IX - ESTAÇÃO DE S. BENTO, AZULEJOS DE JORGE COLAÇO

6.26.4 – O Comboio IX -  Estação de S. Bento, átrio, azulejos de Jorge Colaço, adenda ao projecto da Irmandade de S. Bento de Avé Maria


Tecto do vestíbulo da Estação de S. Bento – Ednilson Fernandes – de notar as indicações de Douro e Minho.


Os azulejos foram adjudicados a Jorge Colaço por 20.000$00, em 10/1/1906. Porém, só em 1915 foram colocados. Foram produzidos na Fábrica de Sacavém.


In O Tripeiro – Série V – Ano III

Estes azulejos ficaram prontos antes das paredes da estação estarem preparadas para os receber. Assim, foi preciso encaixota-los esperando a sua colocação, em 1915.


Parede virada à Rua da Madeira - o friso superior conta a história dos transportes em Portugal até ao comboio - a meia altura; Recontro de Valdevez - em baixo; Egas Moniz entrega-se a Afonso VII.


Parede virada à Rua do Loureiro - friso superior – chegada do primeiro comboio da Linha do Minho em 20/5/1875 - a meia altura – Entrada no Porto de D. João I para o seu casamento com D. Filipa de Lencastre - em baixo: Conquista de Ceuta.


Recontro de Arcos de Valdevez entre cavaleiros portugueses e leoneses – 1140


Entrada de D. João I no Porto para casar com D. Filipa de Lencastre


Infante D. Henrique na conquista de Ceuta


Egas Moniz entrega-se a Afonso VII


Procissão da Senhora dos Remédios - Lamego


Feira de S. Torcato em Guimarães


Cumprindo uma promessa


Fonte milagrosa


Vindima de enforcado


Azenha do Rio Douro


Feira


Barcos e carro de bois no Douro



O friso superior colorido (História dos Transportes) mostra à evolução dos transportes em Portugal até à inauguração do caminho-de-ferro do Minho em 20/5/1875.

Os azulejos da Estação de S. Bento – capítulo IV - Ednilson Leandro Pina Fernandes – Universidade do Porto file:///C:/Users/Rui/Downloads/TESEMESEDNILSONFERNANDES000126872.pdf

Em tempo:
No nosso lançamento Comboio VI de 23/11/2016, a propósito do projecto apresentado pela Irmandade do Convento de S. Bento de Avé Maria para a estação de S. Bento, omitimos por esquecimento um importante texto que agora apresentamos:



In O Tripeiro