sexta-feira, 11 de maio de 2012

MUROS, PORTAS E TORRES (II)


Dedicatória: “com muita admiração para o meu ilustre amigo senhor doutor Pedro Vitorino”.


Na cave do Café Porta do Olival (a amarelo), ao lado da Torre dos Clérigos, ainda se podem ver restos da Porta do Olival – esta abria para a Cordoaria e era a saída da cidade para Norte que, seguindo a Rua de Cedofeita, conduzia a Vila do Conde, Póvoa etc.



Trecho da muralha no antigo clube inglês, actualmente Serviços de Assistência da Ordem de Malta


O Sr. Professor Doutor Francisco Ribeiro da Silva, referindo-se à estrutura de defesa que se vê à direita da Porta Nova ou Nobre, o forte de S. Filipe, afirmou que foi construída por Filipe I. O rei acrescentou este “forte” para primeira defesa da cidade, pois receavam os ataques dos ingleses e dos piratas, o que não se veio a verificar. Foi projectado e construído pelo pedreiro Manuel Luis em 1589.


Postigo do carvão – o único que ainda existe, da muralha Fernandina


Postigo do Carvão – visto do lado do Rio Douro




A propósito da muralha Fernandina, não podemos deixar de referir um interessantíssimo e insólito episódio passado no século XIV quando da guerra entre o rei D. Afonso IV e seu filho o infante D. Pedro. Como é sabido, esta muralha, foi iniciada e quase toda construída por aquele rei e só terminada no reinado de D. Fernando I. Quando da guerra entre o rei D. Dinis e o príncipe D. Afonso, guerra esta terminada pela intervenção da rainha Santa Isabel, este príncipe ficou senhor do Porto, que o havia apoiado activamente nas suas pretensões. Feito rei, D. Afonso IV quis distinguir esta cidade com importantes benefícios, um deles do maior interesse, que foi mandar construir uma muralha para sua defesa, em especial dos árabes e dos piratas que muitas vezes atacavam as cidades perto do mar. Por morte de D. Afonso IV, com a muralha por terminar, D. Pedro I não a continuou. ARC conta o tal episódio da seguinte forma:

                                                   “ Eis aqui a razão por- 


Nota-se que ARC apresenta D. Pedro como pretendendo tomar e destruir o Porto, o que não seria a sua intenção, mas sim apoderar-se de um privilegiado local de apoio e base dos seus exércitos.

2 comentários:

  1. Leio com muito interesse este vosso blog.
    Aviva-me o interesse pela história do meu Porto!
    Obrigada.
    Maria do Céu

    ResponderEliminar
  2. Caríssima Céu,
    Muito obrigado pelo teu interesse. Temos reunido muita informação nos últimos dias pelo que passaremos, para já, a publicar só uma vez por semana. No futuro se verá.
    Um grande abraço dos amigos
    Mizete e Rui

    ResponderEliminar