sexta-feira, 11 de julho de 2014

OUTRAS IGREJAS DO PORTO - IV

3.11.7 - Igreja de Paranhos


“Paranhos é a maior freguesia da cidade do Porto e a terceira maior do país. 
Paranhos… Esta nomenclatura é a forma evoluída do primeiro vocábulo: Paramio. O actual nome surge pela primeira vez em documento datado do ano de 1689. 
Antes da fundação do Condado Portucalense a freguesia de Paranhos já existia, sendo habitada por mouros ou árabes que se mantiveram nesta região até ao século X.
No ano de 1123 é realizada uma doação do padroado da Igreja de Paranhos ao Bispo do Porto, D. Hugo por parte de D. Elvira Trutesindes e por parte de Pio Mendes. Do padroado doado fazia parte um grande número de casais e quintas.
Em 1341, no século XIV, D. Afonso IV confirma à mitra do Porto o Couto de Paranhos, passando a jurisdição do Couto a pertencer ao Bispo do Porto, na altura, D. Vasco Martins. Por esta altura cerca de dois terços da freguesia pertencia aos senhores do cabido da Sé. 
Desde o ano de 1837 que a freguesia de Paranhos foi integrada na cidade do Porto, tendo pertencido até esta data à antiga Terra da Maia.
Por decreto de 18-7-1835, foi criada nesta freguesia de Paranhos uma Junta de Freguesia que, até 1910 se chamou Junta de Paróquia, cuja sessão inaugural aconteceu em 1836. In site freguesias.pt


Igreja Matriz de Paranhos, dedicada a S. Veríssimo, padroeiro da freguesia, assemelha-se às igrejas das aldeias e vilas do Norte de Portugal, pelo seu aspecto harmónico. Não sendo a primitiva - que já existia em 1123 – desconhece-se a data da sua construção.
Sabe-se apenas que foi reconstruída em 1845 por se encontrar em ruínas e que, posteriormente, foi alvo de sucessivos benefícios e melhoramentos. A fachada tem o corpo central ladeado por duas torres sineiras, uma do século XIX e outra construída em 1946 e dois relógios, um de sol, de 1878, e outro mecânico, de 1857.
Foi no ano de 1587 que se realizaram os primeiros assentos de baptismo, casamentos e óbitos.
O primeiro baptismo com assento realizou-se em 29 de Novembro de 1587 com o nome de André. O primeiro assento de casamento aconteceu em 25 de Junho de 1588 entre Thomas Annes e Catarina Annes e o primeiro assento de óbito foi feito a 20 de Novembro do mesmo ano, com o funeral de João da aldeia de Lamas.
Esta freguesia foi crescendo e desenvolvendo-se, aliás como a maior parte das freguesias, em torno da sua igreja. A igreja de Paranhos foi edificada por lavradores abastados no século X. In Site Freguesias .pt


No seu interior tem uma só nave separada da capela-mor por um arco cruzeiro. Possui oito altares e um coro definido por gradeamento de ferro e bronze assente em três arcos sobre quatro colunas de pedra que formam o pórtico.


O cemitério foi construído em 1870 e aumentado nos anos 20 do século passado.


Igreja de Nossa Senhora da Boavista


Dado o grande desenvolvimento da zona da Boavista, o enorme terreno foi muito valorizado, tendo sido comprado por uma empresa ligada ao Banco Português do Atlântico, a Sociedade de Construções William Graham onde, em parte dele, foi construído o luxuoso Parque Residencial da Boavista, mais conhecido pelo Foco, desenhado pelo Arqº. Agostinho Ricca Gonçalves.




A paróquia de Nossa Senhora da Boavista foi constituída, em 31/3/1973, pelo Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes. Em 31/5/1981, o mesmo Bispo, benzeu e inaugurou a nova igreja. 
O projecto foi do Arquitecto Agostinho Ricca Gonçalves. O artista que praticamente decorou toda a Igreja foi o Mestre Júlio Resende, coadjuvado pelo escultor Zulmiro de Carvalho e pelo pintor Manuel Aguiar. Mais tarde, associou-se a esta equipa o pintor Francisco Laranjo. Há uma grande unidade estética em todo o conjunto: dos vitrais ao sacrário, da via-sacra ao crucifixo da capela do Santíssimo Sacramento. O tapete que desce do presbitério reflecte as cores dominantes dos vitrais.


Igreja de S. Salvador de Ramalde


Igreja antiga da Paróquia de S. Salvador de Ramalde – inícios do séc. XVIII

“A freguesia de S. Salvador de Ramalde é mencionada pela primeira vez com o nome arcaico de Rianhaldy, nas Inquirições de D. Afonso III, em 1258. Porém, já aparece citada anteriormente, como lugar, num documento de 1222 em que a rainha D. Mafalda faz uma doação ao Mosteiro de Arouca.
A origem e crescimento do povoado de Rianhaldy perdem-se nos tempos, antes da fundação da monarquia portuguesa, provavelmente entre 920 e 944, data em que chegaram ao território os monges de S. Bento. Assim começaria a história do julgado de Bouças e do seu antiquíssimo mosteiro beneditino. Este território pertenceu ao Padroado Real de D. Sancho I que depois o doou, em 1196, a sua filha D. Mafalda.
Na época de D. Sancho II o território denominava-se Ramunhaldy e era constituído por cinco lugares: Francos, Requezendi, Ramuhaldi Jusão e Ramuhaldi Susão (actualmente Ramalde do Meio).
Entre 1230 e 1835 pertenceu ao concelho de Bouças, o qual integrava também S. Mamede de Infesta, Matosinhos, Foz do Douro e um conjunto de vinte povoações.
Em 1895 foi integrado no concelho do Porto, como freguesia. In site freguesias.pt
“Nessa altura, a Igreja possuía bons paramentos e alfaias e ricos objectos de prata, mas tudo foi roubado pelos franceses. No tempo do Cerco do Porto, desapareceram do Arquivo Paroquial os livros das Visitações e outros documentos importantes. Em 1921, a Capela-Mor da Igreja foi reformada por uma comissão de paroquianos e pelo Padre Joaquim Esteves Loureiro que efectuaram diversas obras de reparação e asseio da Igreja, paramentos e alfaias, sendo de maior vulto a reforma do douramento e pintura do altar e capela-mor. Nesta reforma gastaram-se 2.044$940 reis, o que, ao tempo, ainda era dinheiro”.
Durante as lutas liberais a igreja foi profanada e assaltada, tendo sofrido grandes prejuízos.



Há dois anos,por iniciativa do pároco Pe. Almiro Medes, começaram grandes obras de restauro desde o telhado, que estava em péssimo estado, ao interior. As obras terminaram em 2013. 
Foi nesta igreja que eu fui baptizado, bem como todos os nossos filhos.

Igreja antiga de Ramalde após a restauração de 2013 - fotos 






Igreja nova de Ramalde - Dada a exiguidade da antiga igreja, o pároco Pe. Almiro Mendes desafiou a paróquia a construir uma nova, maior e mais adaptada igreja aos nossos tempos. Dotou-a de uma Casa Paroquial com muitas valências, o que veio dar a esta paróquia um novo impulso na criação de grupos de jovens e adultos e na maior dinamização de toda a comunidade. Inaugurada em 16 de Junho de 2002, esta Igreja é risco do Arq. Vasco Morais Soares. Edificação Moderna em betão maciço, granito, tijolo, e com o tecto em madeira, apresenta um forte aproveitamento da iluminação natural, tornando-se numa referência ao nível da estética e da acústica. O painel de azulejos do seu exterior, obra do mestre Rogério Ribeiro, retrata a história do Homem.


Auditório

A Paróquia de Ramalde

Coro da Igreja de Ramalde


Igreja de S. Martinho de Aldoar



Placa existente na igreja velha de Aldoar

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DE
1733


“Sobre as origens desta freguesia, em 1973 ficou provado que o nascimento de Aldoar remonta o período anterior à Romanização. Nesse ano, escavações do aldoarense Adriano Vasco Rodrigues - distinguido com a medalha de ouro da cidade - encontrou provas de uma povoação de pescadores, datadas da Idade do Ferro, dos Séculos IV e III AC. Diversos povos foram passando por Aldoar, deixando marcas que se perderam com o tempo. A toponímia aldoarense é prova eterna dessa passagem, com a expressão «villae», que viria a dar origem a Vila e Vilarinha, nome de uma das mais importantes ruas da freguesia.
Relativamente à toponímia, diversas versões dão origem a uma interessante discussão, a uma multiplicidade de raciocínios, de teses, todas elas escorridas da História e dos antepassados aldoarenses. No primeiro volume do livro Portugal Antigo e Moderno, de Pinho Leal, o autor sustenta que Aldoar deriva de uma palavra árabe e que significa “redonda”. Já Vasco Rodrigues defende outra ideia, concordando com o facto de se tratar de uma palavra árabe, «Al-Duar», que quer dizer “acampamento militar ou mesquita”. Por sua vez, Sousa Machado argumentou que Aldoar brota de “alduarius”, mas acabou por aceitar a presença muçulmana na zona e daí a proveniência desta terminologia.
Júlio Couto (economista e professor de dicção, homem ligado à Televisão, Jornais e Rádio, que se interessou profundamente por esta matéria), partilha a ideia da origem muçulmana, tal como Cunha Freitas publicara em O Primeiro de Janeiro, nas suas lições de toponímia”. Site da J. F. Aldoar

Fez parte das Terras da Maia e, posteriormente, do Julgado e Concelho de Bouças. Em 1895, após a construção da Circunvalação, passou a pertencer ao Concelho do Porto. Em 1916, passa a pertencer à região eclesiástica do Porto. A freguesia é das últimas, juntamente com Lordelo do Ouro, Foz do Douro, Nevogilde e Ramalde, a ser incluída na Igreja do Porto.


“…E surge a intervenção da "Cruz de Malta" que virá a absorver esta zona nos seus domínios…Ao que parece o pai do nosso primeiro rei, o Conde D. Henrique, teria lutado ao lado dos primeiros hospitalários e a ele se deveria o facto de sua esposa, D. Teresa, ter cedido à nova Ordem os seus direitos sob alguns territórios, incluindo Leça. E ao condado de Leça pertenciam muitas Igrejas, não só no Couto propriamente dito, caso de Infesta, Custóias, Barreiros e Guifões, como fora do Couto e entre estas Aldoar. Não cabe nas dimensões deste Guia, nem nas suas intenções, fazer a história das ligações de Aldoar a Leça. Digamos só a titulo de esclarecimento que, por morte do Prior D. Estêvão Vasques Pimentel, que tinha fundado o Mosteiro de Leça, a Ordem transferiu a sua sede para o Crato, e Leça ficou como simples comenda, passando, em 1571, a ser bailiado. Daí o nome que ainda hoje mantém de Leça do Bailio. E que assim era, e para não ficarem dúvidas, quando, em 1259, o Rei D. Afonso III mandou fazer as suas "Inquirições" (assim a modos que saber o que lhe pertencia e o que indevidamente estava ocupado ou não pagava impostos), quando chegou a vez de Aldoar mandou que comparecesse o representante da Ordem e, perante ele, se apresentou Frei Sueiro, pároco da Igreja de Aldoar, que sob juramento, declarou ser a igreja pertença da Ordem do Hospital e, quanto ao mais, existirem 23 casais de Aldoar, dos quais três pertenciam ao Rei e vinte à Ordem. Que não sabia como tinham vindo para a posse da Ordem, mas que lhe pertenciam e que estavam isentas de pagar foro ao Rei, porque se tinham "composto" com o mordomo de Bouças. Não de todo contente com o depoimento de Frei Sueiro, mandou o Rei inquirir dos moradores, e por certo dos que habitavam os casais que lhe pertenciam - os três Domingos: o Domingos Parracos ou Penatus, o Domingos Pelágio ou Paes e o Domingos Martins. E todos foram unânimes em confirmar o que dissera o frade da Ordem, acrescentando que os seus avôs (entenda-se antepassados) tinham feito as suas herdades foreiras do Hospital, para que a Ordem os defendesse "de todos os foros régios".
E porque assim era, não tinham eles, agora, que pagar foro. Ou seja, tinham trocado de dono... Por certo as imposições do Rei, ou do Mordomo de Bouças, eram mais pesadas que o tributo imposto pela Ordem, que até tinha a sua casa Mãe perto dali "o Mosteiro de Leça do Bailio", e era um dos grandes proprietários da zona, mais concretamente o segundo maior, logo depois do Mosteiro de Cedofeita…
Serão, por esta época, (lutas liberais) alienados para o Estado os bens da Ordem de Malta. Ao que parece, como em outros locais, e nesta época como em outras, também em Aldoar a situação da transferência dos bens das Ordens Religiosas não correu com a lisura que seria de esperar e a Junta das Paróquia procurou investigar para onde tinham ido esses bens, reclamando mesmo junto da Administração do Concelho casa e condições da vida para o pároco, já que nada lhe tinha ficado”. In Guia das freguesias do Porto por Júlio Couto.
Por trás da igreja antiga de Aldoar existe uma moradia que ostenta a cruz de malta sobre o portão. Possivelmente terá pertencido a esta ordem. 
Se algum leitor souber dar informações sobre a sua história, ficaríamos muito agradecidos.


“O padroeiro da freguesia é S. Martinho, um soldado romano, pagão, nascido em terras da actual Hungria, no ano de 315 ou 316. O nome «Martinho» surge em homenagem a Marte, o Deus da Guerra. S. Martinho cresceu em Itália, em Pavia, alistando-se no exército romano, tal como fizera seu pai. Subiu na hierarquia até ao posto de oficial, como circitor, incumbindo-lhe as rondas nocturnas e inspecções de postos de guarda. Nessa missão, apoiou um mendigo, que padecia de frio, oferecendo-lhe metade da sua capa. Revelou desde logo a sua compaixão. Na noite a seguir, sonha com Cristo, coberto por metade dessa capa. Diz-lhe Cristo: “Martinho, ainda catecúmeno, deu-me este vestuário”. Sonho que propiciou a conversão ao Cristianismo. Martinho passou a ser um soldado de Cristo.
Foi acusado pelos seus superiores de cobardia, de não querer entrar nas lutas. No entanto, respondeu às críticas oferecendo-se para se colocar sem armas na primeira linha do exército romano, que viria a enfrentar os poderosos bárbaros.
Quando a batalha começa, eis que os bárbaros se rendem, apesar de serem mais numerosos e temíveis. “Foi milagre de Martinho”, acreditaram os romanos, que viram um homem sem armas, na couraça da sua fé, derrotar um poderoso exército. 
Martinho tem outro sonho: a conversão dos seus pais. Parte para a sua terra natal, mas é encurralado por um bando de criminosos, que tenta assassiná-lo nos Alpes. Escapa por milagre e converte um dos inimigos, que lhe concede a fuga. Chega a casa, mas só convence a mãe. O pai mantém-se fiel à sua religião.
Martinho é obrigado a fugir, instala-se em Milão, volta a ser perseguido pela população, e instala-se na Galinária. Já padre, vai pregar para as gentes do campo e funda uma comunidade semi-eremita, cumprindo o primeiro milagre: a ressurreição de dois jovens mortos. E assim cativa a atenção dos povos…
Os seus feitos continuam a engrandecê-lo. É aclamado e senta-se na cadeira do bispado. Ao contrário dos senhores da igreja de então - que viviam confortáveis nos seus palácios -, Martinho percorre a diocese e contacta com os camponeses, nomeando sacerdotes para multiplicar a Palavra de Deus. Luta contra a heresia, a miséria, deu voz a mudos, curou leprosos, até que morre, em Novembro de 397.
Passa a ser venerado em todo o Mundo. Só no Porto, são-lhe dedicadas três freguesias - S. Martinho de Aldoar, Cedofeita e Lordelo do Ouro”. Site da J. F. Aldoar.


Tal como na paróquia de Ramalde, este templo nasceu da necessidade de um novo espaço de oração na paróquia, que fosse maior e mais bem preparado do que a primitiva matriz, a Igreja da Vilarinha. Fruto do esforço e entusiasmo do seu pároco, Pe. Lino Maia, acompanhado da resposta da comunidade.   Foi projectado por Alfredo Moreira da Silva, que desenhou um edifício em forma de tenda, tentando transmitir aos fiéis a ideia de um espaço de acolhimento, encontro, passagem e comunhão, que os acolhe dentro da sua lona, que os abraça. 
A nova igreja foi benzida, em 27/3/1988, pelo Bispo do Porto D. Júlio Tavares Rebimbas. Tem a forma de uma grande tenda e ocupa 1200 metros quadrados. Pode acolher 560 pessoas sentadas e outras mil em pé. Custou 63.300 contos com 28.295 contos de comparticipação estatal.


Igreja de S. Miguel de Nevogilde



Igreja de S. Miguel de Nevogilde –  fotos site mmv.org

“A sua construção remonta aos anos de 1729 a 1737, embora a data para a conclusão da capela-mor e sacristia seja mais adiantada - 1750 - e a torre tenha ficado pronta apenas em 1881. Em 1750 foi assinado o contrato com Manuel da Costa Andrade para a realização do retábulo da capela-mor, em estilo joanino. Os retábulos colaterais, que apresentam tipologia semelhante, são igualmente atribuídos a este mestre entalhador. No interior, sobressaem ainda os púlpitos do século XVII (deve ser XVIII), sem dossel mas com portas revestidas por talha. No exterior, a fachada de linhas simples e simétricas afasta-se da tipologia da igreja dos Clérigos. É ladeada por pilastras alinhadas segundo as torres sineiras, e ao centro rasga-se o portal, encimado por óculo envolvido por volutas. No registo superior, e sobre o entablamento, erguem-se as torres sineiras. Ao centro, um frontão duplo fecha a composição. Note-se que todos os elementos de remate (torres sineiras, frontão superior e frontão sobre o portal) se desenvolvem em linhas sinuosas e terminam em forma de folhas (QUARESMA, 1995).
Uma última referência para uma série de elementos que não pertenciam à igreja de Nevogilde, mas que foram integrados posteriormente. É o caso das colunas que suportam o coro, os anjos atlantes da trave do referido coro, o arcanjo e sanefa sobre as portas e janelas do baptistério e corpo da igreja entre outros. Destaque ainda para as sanefas rocaille, introduzidas aquando da reforma da capela-mor, em 1934-1935.” Site IGESPAR

Site a visitar sobre esta igreja:

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