segunda-feira, 2 de novembro de 2015

RIO DOURO - XX

6.1.20 - Rio Douro, vizinhanças da Ribeira, Rua de Cimo do Muro, CRUARB e SRU


1907



Rua dos Mercadores - 1950

Com início na praça da Ribeira e término na rua da Bainharia foi outrora uma das mais importantes da cidade do Porto. Teve a sua abertura anterior a 1393, altura em que aparece a sua primeira menção documentada. A rua dos Mercadores constituiu, juntamente com as ruas da Bainharia e Escura, um dos eixos de circulação vital do Porto medieval, ligando o centro mercantil, localizado na Ribeira, ao burgo episcopal e assegurando a comunicação com as principais vias que saíam do Porto em direcção ao Norte. O problema de conservação das suas casas desde cedo se começou a afirmar, com necessidade até de intervenção judicial.


Rua de Pena Ventosa - 1960


Rua da Lada


Obras de reabilitação de casa na Ribeira - 1984



Antes e depois da reabilitação


Local do Barredo já reabilitado



SRU - antes e depois da reabilitação


Em azul – área a regenerar

"CRUARB – Comissariado para a Renovação Urbana da Área de Ribeira/Barredo foi a entidade responsável pela recuperação e reabilitação do Centro Histórico do Porto, em Portugal, entre 1974 e 2003. Seguindo os princípios da "Carta de Veneza" , o CRUARB entendia o Centro Histórico com um valor patrimonial global que incluía, para além de valores históricos, arquitectónicos e estéticos, também uma realidade social e cultural.
Criada em Setembro de 1974, sob a dependência do poder central, o CRUARB passou para a tutela do Município do Porto em 1982, passando a Direcção do Projecto Municipal de Renovação Urbana do Centro Histórico do Porto, em 1985.
A actividade desenvolvida pelo CRUARB foi decisiva para a apresentação da candidatura do Centro Histórico do Porto à UNESCO para classificação como Património Cultural da Humanidade, em 1991.
A partir de 1993 o CRUARB, já numa fase avançada do desenvolvimento da operação Ribeira/Barredo, dirigiu os trabalhos para o Bairro da Sé, então em acentuada fase de degradação física e social. Foi assim elaborado e posto em execução o "Projecto-Piloto Urbano do Bairro da Sé", com os seguintes objectivos: conservação do património e dos bens culturais; renovação do ambiente urbano da área; reinserção da população residente; consolidação e desenvolvimento do turismo; expansão e renovação da actividade comercial; implementação de uma rede de partenariado.
Depois de 1996, a "Operação de Reabilitação da Ribeira/Barredo" passou a incluir a área ribeirinha entre a Ponte Luís I e a Alfândega Nova, seguindo a linha orientadora do projecto-piloto do Bairro da Sé. Operações idênticas foram realizadas noutras áreas, como a intervenção de 1998 em Miragaia e, mais recentemente, na Vitória.
Apesar da unanimidade em torno da validade do trabalho desenvolvido pelo CRUARB na promoção do Centro Histórico, a subida de Rui Rio à presidência da Câmara Municipal do Porto veio levantar a questão do retorno do investimento efectuado. Argumentou-se que, ao longo de três décadas, foram investidas avultadas somas em restauros de grande arquitectura, excelentes acabamentos e esplêndidas infra-estruturas, mas apenas de um número limitado de edifícios. Como grande parte dos residentes eram inquilinos camarários—em geral, das classes baixa ou média baixa --, foram realojados nas casas restauradas mantendo rendas compatíveis com os seus baixos rendimentos. O ónus da conservação ficou a cargo do CRUARB, ou seja do município, que ao fim de pouco tempo tinha até que substituir vidros partidos e realizar pinturas interiores, isentando os ocupantes de quaisquer responsabilidades pela manutenção das intervenções já efectuadas.
Também a falta de participação dos proprietários particulares das zonas intervencionadas inviabilizou um efeito multiplicador das intervenções estatais, impedindo a consolidação de amplas frentes urbanas restauradas no Centro Histórico.
Isto acabou por levar à extinção do CRUARB em 2003. Se bem que em moldes diferentes e englobando a zona da Baixa tradicional, a recuperação física do Centro Histórico passou a ser assumida por uma nova entidade, a Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa do Porto,(SRU) baseada num modelo de incentivo ao investimento privado, em alternativa ao investimento exclusivamente público". In Wikipédia


Foto Henrique Melo


Rua do Barredo


Escadas do Barredo e não do Codeçal


Barredo - 1960


Travessa dos Canastreiros


Cais da Estiva e Rua de Cima do Muro


Rua de Cimo do Muro - 1960


 Foto de Manuel Meneses


Muro dos bacalhoeiros – foto Francisco Oliveira


Foto de Fernando Mendes Pedro - 2015


Foto de Carla Reis


Rua da Alfândega – transporte do bacalhau - Vê-se a Capela de Nossa Senhora do Ó, Casa do Infante e o actual Arquivo Distrital do Porto.


Largo do Terreiro – foto António Simões – Cais da Estiva, Capela de Nossa Senhora do Ó ou da Piedade, traseiras da Igreja de S. Nicolau

Zona da Sé e Seminário Maior


Rua da Alfândega e Casa do Infante – 1910 

O Infante D. Henrique – Joel Cleto 


1920


Casa do Infante – pátio original - lageado do séc. XVII – foto 1958


Casa do Infante - obras de restauro em 1960

3 comentários:

  1. Olá
    Como eu gostava de calcorrear a pé todos estes recantos...
    Sozinho tenho algum receio...mas ainda não desisti de arranjar companhia para essa jornada.
    Obrigado pelo post e por nos mostrar os encantos do «preto e branco».
    Cumprs
    Augusto

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  2. Várias vezes temos percorrido este emaranhado de ruas e vielas...é delicioso.
    Porém, hoje em dia, é muito diferente de há 40 ou 50 anos.
    Nessa altura, sim, via-se, cheirava-se, vivia-se o verdadeiro antigo Porto.
    Era muito mais perigoso que agora.
    Cumprimentos
    Maria José e Rui Cunha

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  3. Olá
    Antigamente era menos perigoso...julgo eu.
    Vou esperar por uma das visitas guiadas que por vezes acontecem para me inscrever.
    Aliás, no próximo Sábado a visita será ao Museu do Vinho do Porto
    Cumprs
    Augusto

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