domingo, 31 de janeiro de 2016

RIO DOURO - DESCREVE-SE A SUA BARRA

6.3.1 - Rio Douro - Descreve-se a sua barra



Mapa da colecção Zeespiegel de Willem Jansz Blaeu de 1639

De Viana a Aveiro – 1639 – Viana, Vila do Conde, um pequeno semicírculo que é Leixões, Douro e Vouga.

Pormenor da barra do Douro e Porto, do mapa acima 

Além do Porto estão anotados: Convento da Serra do Pilar, Vila Nova, Miragaia, Convento de Monchique, Convento de Santo António do Vale da Piedade, Massarelos, Capela de Santa Catarina, Afurada, rochedo da Cruz de Ferro, Foz do Douro, Senhora da Luz, Castelo da Foz, rochedo o Gilreu e outros locais que não reconhecemos.



Manuel de Pimentel (1650-1719),cosmógrafo-mor do reino - 1710

Desde o século XIII, que se saiba, foram sendo marcadas e colocadas marcas para guiar os navios pelos canais mais navegáveis e que eram conhecidos somente pelos pilotos, pelo que nenhum navio entrava ou saía sem por um deles ser guiado. 
Já nas cortes de 1450 houve uma importante discussão sobre o perigo que era entrar na barra do Douro. 
Em 1567 veio ao Porto o arquitecto Simão de Ruão fazer o levantamento da barra. 
Depois vieram João de Castilho, Filipe Terzo e Jerónimo de Ruão, mandados por Filipe II. 
Muitos outros estudos foram feitos, sem seguimento. 
Porém, os portuenses nunca avançaram para a navegabilidade fácil do rio, pois pretendiam manter a defesa natural que impedia os piratas e exércitos de atacar a cidade. Este ponto é muito importante, pois os portuenses preferiam ter dificuldades em importar e exportar mercadorias do que expor a sua cidade aos ataques de corsários ou árabes, como aconteceu na Foz do Douro e noutros locais.
Só no século XIX tomaram a sério este grande problema e se veio a criar o porto de Leixões, e este mesmo, de início, só, como porto de abrigo.


Castelo de S. João da Foz 


Mappa de Portugal Antigo, e Moderno - João Bautista de Castro. – 1762/63



Planta geográfica da barra da cidade do Porto – Teodoro de Sousa Maldonado - Oficina de António Alvares Ribeiro, 1789 – copiado do livro em nosso poder.

A.R.C. descreve a planta:


Pormenor da planta de Teodoro de Sousa Maldonado – Lage Davra (3), Aguião (4) e Picão (5)





Entrada do Douro - supõe-se ser de Manuel Marques de Aguilar - 1790

Vêm-se 3 naus que pretendem entrar na barra, a do primeiro plano passando a Sul da marca da Cruz do Ferro. Está o Castelo da Foz com bandeira, a Capela de S. Miguel o Anjo e a praia onde hoje está o Passeio Alegre. Á direita, um barco coberto aguardando passageiros para iniciar a travessia do rio; um outro barco dirige-se para a praia, talvez um barco de pesca que regressa. O mar chega perto do Castelo da Foz.


9 comentários:

  1. A fotografia legendada "Castelo de S. João da Foz - 1849" não corresponde ao Castelo da Foz, mas sim ao Castelo do Queijo. O castelo da Foz é de maior porte. Parabéns pelo trabalho de compilação e divulgação da História da cidade. Cumprimentos.

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  2. Tem toda a razão. Vou corrigir. Muito obrigado.

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  3. Olá
    Castelo da Foz...na areia e não ladeado por estradas como atualmente se encontra....
    Cumprs
    Augusto

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  4. Fotografia do séc. XIX antes do início do Passeio Alegre. Era a Praia da Foz.
    Cumprimentos
    Maria José e Rui

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  5. Olá
    Eu sei....só chamei a atenção do facto para percebermos porque é que na atualidade o «mar avança» naquele local...
    Cumprs
    Augusto

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  6. Muito obrigado pelo seu comentário
    Cumprimentos,
    Maria José e Rui

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  7. Já substituí a foto errada e agora é o Castelo da Foz no fim do séc. XIX, antes das obras do Passeio Alegre.

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